quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Uí-pi", "Pale-breasted Spinetail"(Synallaxis albescens)

Uí-piOlá amigos! Estou de volta ao blog após quase dois meses sem postar fotos de aves novas ou algum tipo de comentário sobre elas.
Eu, apesar da correria de final de ano, o trabalho e outras circunstâncias que me impediram de estar aqui, continuei fotografando aves em diversos lugares e até mesmo no meu retorno ao paraíso mineiro, a Serra da Canastra, onde fui mais uma vez presenteado com toda a beleza local e espécies novas, algumas seriamente ameaçadas, com grandes riscos de serem extintas.
Estou muito feliz por estar de volta, retomando e organizando os dados com essa espécie maravilhosa chamada Uí-pi, mas o porquê desse nome?
Ouçam: (demora alguns segundos para carregar).

Essa ave recebeu esse nome popular por emitir um som parecendo dizer "uí-pi"(onomatopeico).

Apesar do seu estado de conservação ser pouco preocupante, não é muito fácil avistar um Uí-pi, pois ele se embrenha em moitas fechadas para se alimentar de insetos, dando apenas para ouvir o seu canto singelo.
É uma ave de 170 mm, com tons castanhos acinzentados, com o alto da cabeça e os encontros marrons-avermelhados, uma coroa cinza na testa, cauda marrom e uma mancha preta na base da garganta.

Ao cantar ele infla sua garganta revelando o preto das penas de base(foto).

Constrói um ninho esférico, feito com gravetos com aproximadamente 30 cm de comprimento, com entrada tubular baixa em um arbusto, botando dois ovos branco-esverdeados.

Vive nos campos, cerrados, pastos, campos cerrados, capoeiras secas, bordas de florestas e campinaranas.

Ocorre da Costa Rica indo até o centro da Argentina, e em Trinidad. Distribui-se nas cinco regiões brasileiras.

Fontes: Helmut Sick e WikiAves.

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Um breve comentário sobre a foto...

No dia 29 de Dezembro de 2010, eu, meu filho e o amigo Jofrei, estávamos no alto da Serra da Canastra quando belas pancadas de chuva começaram a despencar deixando o berço do São Francisco igual a um sabão gigante!!! Nosso veículo não era um 4x4 e então, quando estávamos descendo a serra, o carro deslizava tanto sobre o barro, que se não fosse o super motorista chamado Jofrei, teríamos batido nos barrancos ou caído morro abaixo. Muitos carros estavam atolados na lama e tivemos que esperar umas horas para poder descer até a cidade São Roque.

Toda a espera, o cansaço e o calor daquele sol pós-chuva de verão, valeram muito à pena, pois nos momentos em que estávamos esperando liberar a estrada, ficávamos contemplando a natureza e num desses momentos que fotografei essa ave que raramente se vê em local aberto. Ela cantava parecendo agradecer pela chuva e o sol que voltava a brilhar. O seu peito estufava, parecendo dividir ao meio. Que momento maravilhoso e foi como a minha querida mãe dizia:

Atrás da tempestade vem a bonança!!!

Obrigado Amigos!