sexta-feira, 30 de julho de 2010

Valeu o dia!

tesoura-do-brejoQuando cheguei na Assistência, tudo parecia um deserto, sem vida, então pensei, acho que perdi a minha manhã. Caminhei mais um pouco, estava frustrado em ver todo aquele vazio até quando avistei uma única árvore em meio aquela triste visão. Logo pousou um belo macho de "Tesoura-do-brejo", mas cadê o brejo??? Tentei me aproximar, mas não tinha como me esconder, então ela voou(sem o chapeuzinho, ficou estranho) para longe e eu como o doido que sou, saí voando atrás dele e logo encontrei esse pequeno espaço vivo aí abaixo. Meu sorriso ficou igual ao do Coringa, bem grande!!! Eu quero dizer uma coisa pra vocês amigos, eu amo muito o que faço e quero que todos sintam um pouquinho do que sinto nesses meus momentos mágicos.

tesoura-do-brejoAgora era um casal!!! Estavam distante, mas eu gostei de ver porque lá tinha um pequeno brejo e eles com certeza irão criar filhotes ali. Em seguida comecei a ouvir a sinfonia dos chopins-do-brejo. Era um pequeno grupo com uma vocalização variada, misturando cantos e conversas, muito bonito, pena que chegou um trator e na gravação ficou com ruído.


chopim-do-brejochopim-do-brejoVoltando encontrei esse casal de fogo-apagou procurando semente na estrada. Essa espécie anda sumida da minha cidade, mas fiquei feliz por encontrar essas belas aves caminhando mesmo com tão poucos recursos naturais.
fogo-apagou
fogo-apagouBom, fico por aqui, logo volto com mais fotos que fiz na minha viagem para a Serra da Canastra. Fiquem com Deus.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

"Tico-tico-do-campo-verdadeiro", "Grassland Sparrow"(Ammodramus humeralis)

tico-tico-do-campo-verdadeiroEssa espécie me faz lembrar de quando eu era uma criança. Eu adorava ir no antigo sítio Scarpa brincar e nos campos aos arredores do sítio ouvia-se um canto bem diferente que nem parecia passarinho. Era um canto meio grilo, sei lá, só sei que depois de muitos anos que vi um cantando e logo após fotografei um cantando também, uma pena é que não achei mais a foto.

tico-tico-do-campo-verdadeiroEsse aqui eu tirei na Assistência numa manhã de domingo, estava bonito o dia e ele ficou me olhando e eu torcendo para ele pular para um galho mais aberto, pois estava difícil focalizá-lo, mas o bichinho pulou para um lugar mais difícil, cheio de galhinhos finos que só consegui usando o foco manual depois de umas 8 fotos.

tico-tico-do-campo-verdadeiroEu pretendo voltar mais vezes até conseguir fotografar um cantando, um casal fazendo ninho, acasalando, cuidando dos filhotes... Ou seja, nunca parar de fotografá-los.


Rio Claro, Julho de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Caminheiro-zumbidor","Yellowish Pipit"(Anthus lutescens)

caminheiro-zumbidor
caminheiro-zumbidorEssa é mais uma espécie que encontrei na Assistência, muito bonita e como o próprio nome diz é um caminheiro, pois gosta de caminhar pelo campo se camuflando na vegetação rasteira e barrancos. Quando dá um voo, emite o canto parecendo com um zumbido, muito bonito, parece um foguetinho, mais um dos muitos nomes populares que recebe. Muito bonito mesmo.

Segue abaixo mais descrições feitas no WikiAves:

Esse é um grupo de aves cuja origem evolutiva está nos campos do Hemisfério Norte. Algumas espécies colonizaram a América do sul, basicamente ocupando a Cordilheira dos Andes e o sul do continente. No Brasil, ocorrem 5 espécies, todas no Rio Grande do Sul. Na região tropical do país, somente esse caminheiro, aparecendo em todos os ambientes abertos fora da Floresta Amazônica. Expandiu-se com a ocupação agrícola e de pastoreio, tendo se adaptado a cidades com gramados extensos.
O caminheiro-zumbidor apresenta os seguintes nomes populares: corredeira, sombrio, codorninha-do-campo (São Paulo), foguetinho, peruinho-do-campo, peruzinho e martelinha (Minas Gerais).

A plumagem é uma mescla de rajados e bolas cinza escuras contra um fundo claro. Na barriga, um pouco mais amarelada, sem as cores escuras. A silhueta é de uma ave longilínea, acentuada pelo bico fino e a longa cauda. Pernas longas, finas e alaranjadas ou amareladas.

Sempre que cantam, param de voar e caem alguns metros com as asas entreabertas. Em seguida, tornam a bater asas para ganhar altura e cantam novamente. As pernas são mantidas para baixo e as penas da cauda entreabertas, mostrando as penas laterais brancas. O chamado é longo, agudo, acelerado e ficando ainda mais agudo no final (origem do nome foguetinho). É mais fácil escutá-lo do que encontrá-lo, especialmente quando pousa no meio dos capins baixos. Mede cerca de 13 cm.

Caça invertebrados em características corridas entre o capim baixo e no solo. Quando escasseia o alimento de origem animal, no inverno por exemplo, ingere sementes.

Os machos, no período reprodutivo (julho a setembro) levantam vôo a qualquer hora e emitem o chamado característico. Podem ficar a poucos metros do solo ou a grande altura.
Constrói um ninho de capins sobre o chão e embaixo de uma touceira. Ovos brancos com denso salpicado de marrom ou cinza.

É comum em campos, beiras de lagos, rios e pântanos. É de difícil observação, tanto por suas cores, como pelo hábito de preferir afastar-se caminhando a voar. Também agacha-se no meio dos capins e camufla-se bem com o entorno. Anda e corre rente ao solo, empoleirando-se pouco e evitando voar. Quando perseguido agacha-se no solo, ocultando-se atrás de um monte de terra ou do capim. Migra após a época da reprodução e não canta durante a migração.

A espécie é migratória no sul da distribuição geográfica. Presente em todo o Brasil nas regiões campestres quentes, estando ausente de áreas densamente florestadas, como alguns locais da Amazônia. Encontrado também no Panamá e em quase todos os demais países da América do Sul, com exceção do Equador.

Esse é o canto que gravei no dia da foto:

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Canário-do-campo","Wedge-tailed Grass-Finch"(Emberizoides herbicola)

canário-do-campoEsse belo pássaro estava no mesmo dia em que eu fotografei o suiriri-pequeno, bem assustado e quase não consegui fotografá-lo. Reparem que ele está de costas, como muitos, acredito que eles ficam preparados para saírem em retirada, pois pensam que sou um possível predador, rs, mas estão em partes corretos, pois os devoro com os olhos!
Esse mesmo local, apesar de ser zona rural, é muito turbulento. Os caminhões passam na pista a menos de 1 km e muitos tratores, ônibus rurais que transportam os trabalhadores das usinas canavieiras, o fogo constante em canaviais, faz com que a avifauna fique mais arredia. Ao contrário de parques urbanos, onde muitas espécies se acostumam com a presença humana.
Áudio: Luiz Ribemboim



domingo, 25 de julho de 2010

"Suiriri-pequeno", "Yellow-browed Tyrant"(Satrapa icterophrys)

Suiriri-pequeno Menor que o suiriri comum, mede 16,5 cm e possui uma faixa amarela em cima dos olhos, cabeça, asas e cauda escuras, quase negras, duas faixas mais claras nas asas, o bico curto.
Essa espécie habita nas bordas de matas secundárias, beira de lagos e restingas. Alimenta-se de artrópodes. É uma espécie briguenta, demonstrando o nervosismo com o movimento bruscos das asas.
Faz ninho em forma de taça, onde bota de 1 a 4 ovos esbranquiçados com manchas e pontos pardo-escuros.
Ocorre do Brasil oriental e central à Bolívia e Uruguai.

Numa das minhas caminhadas matinais, encontrei esse bela ave numa pequena área verde ao lado de um imenso canavial na Assistência, pequeno vilarejo entre Rio Claro e Piracicaba. Nesse local o que mais me impressionou foi a diversidade de aves em menos de 500m de área nativa.
Contribuição WikiAves.
Fotografado em 11/07/2010.

terça-feira, 13 de julho de 2010

"Falcão-de-coleira", "Aplomado Falcon"(Falco femoralis)

falcão-de-coleira
  • Ágil, esbelto e um ótimo caçador, com o olhar sempre atento, caça rente aos solos em campos e restingas, procurando lugares onde há queimadas. Come insetos, cupins em revoada , pássaros, cobras, lagartos e morcegos, às vezes peneirando no ar, mas não constantemente como o "gavião-peneira" , que tem o hábito de pairar no ar para observar possíveis presas.
  • Vive solitário, aos casais ou ocasionalmente em pequenos bandos migratórios. Presente em todo Brasil, mas pode ser encontrado nos Estados Unidos à Terra do Fogo.
  • Medindo aproximadamente 35 cm, com as asas e caudas longas, uma faixa branca supraocular que vai até a nuca.
  • Não constroem ninho, apenas utilizam ninhos de outras aves onde botam ovos manchados ou amarronzados.
  • Também é conhecido como gavião-pombo em São Paulo.

falcão-de-coleira

Eu e meu amigo Talles, estávamos indo para a lagoa dos Pascons, quando em meio urbano estava essa beleza descansando no poste sob o sol da tarde. Belo presente de Deus!!!


Rio Claro, 23, de Maio de 2010.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

"Cabeça-seca","Wood Stork"(Mycteria americana)

Cabeça-seca
Cabeça-seca id=Estavam voando bem alto com os urubus, eu nunca tinha visto essa espécie, ou melhor, eu nunca vi uma M. americana de perto. Agora que eu sei por onde elas sobrevoam, vou procurar lagoas, pois essa espécie habita em regiões alagadas, pois a dieta principal é peixe.

Fotografados em Maio de 2010, Corumbataí-SP