quarta-feira, 17 de março de 2010

VIVER, AMAR, COMPARTILHAR...



Viver... Um pedaço azul do céu se deslocou do imenso infinito e pairou sobre a minha cabeça.
Logo o mar se fundiu com a beleza azul celeste e frutos nasceram , alegrando a grande mãe.
O sol estava lá, compartilhando o amor comigo e eu pude senti-lo com a ponta do meu dedo e senti o gosto doce se misturando com o salgado do dia quente.
Não há nada mais intenso ... A pureza, o verdadeiro sentido da vida, as trocas justas, o companheirismo, o puro amor. Nós humanos, temos muito o que aprender com a natureza.
Rio Claro,17 de Março de 2010.

terça-feira, 9 de março de 2010

A Alma dos Pássaros!

Pardal No início de Janeiro de 2010, recebi uma ligação do meu amigo Douglas dizendo que havia um ninho que jogaram em frente da oficina dele, no ninho estavam 3 filhotes, sendo que dois deles estavam machucados. Fui correndo para lá, mas quando cheguei um deles havia morrido. Os dois filhotes que sobraram estavam com muita fome e quase mortos. Então comecei a alimentá-los e logo o maior já estava abrindo o bico pra mim, no entanto o menor estava machucado, pois quando retiraram o ninho do local, ele que não tinha pena e nem os olhos estavam abertos teve uma queda feia. Pensei que também não resistiria.
Pardal
O maior começou a ficar forte e as penas começaram a nascer, os olhinhos abertos, já me conhecia bem. O menor estava ferido, mas a recuperação foi bastante satisfatória, mas infelizmente ele não parava em pé.

Após duas semanas eles estavam cobertos de penas e voando um pouco, mas o menor tinha mais dificuldade e as penas não estavam bonitas, percebi que seria mais difícil introduzi-lo ao meio natural.



Pardal

Uns dias antes deles serem soltos aconteceu algo estranho e incrível. Os filhotes estavam comendo sozinhos e aprendendo a procurar por comida no meu quintal. Eu colocava as sementes em uma tábua, um pouco de quirera em outra para eles buscarem sozinhos. Fiz isso algumas vezes e procurei evitar o contato direto para que os outros pardais se aproximassem deles.
Estava tudo conforme eu desejava. Na noite anterior da reintrodução a natureza, o filhote menor ficou estranho e não queria comer, não abria mais o bico e estava quieto. Logo depois ele já não voava e muito menos andava. Ele começou a agonizar e nem abria os olhos, eu tentei de tudo, mas nada adiantava. Ele iria morrer. Um pouco antes de dormir, eu embrulhei-o em um pano macio, pois ele estava frio, levei-o até o meu quarto, deixei o filhotinho bem embrulhado em cima do piano da minha filha para tentar confortá-lo no momento final de sua vida.
Deitei um pouco e peguei uma Bíblia para ler, como de costume, eu e minha esposa. Não tenho religião e nem quero falar sobre isso, mas sei que algumas religiões acreditam que os animais não tem alma, só os humanos. Então, hoje eu não tenho dúvida que tenham almas, pois quando terminei de ler, guardei a Bíblia e voltei a me deitar, quando de repente olhei para o piano e vi o pardal voando pelo quarto e logo sumiu atrás da estante, a minha esposa pediu para eu fechar a janela, pois tinha medo que ele voasse para o quintal. Então levantei e fui pegá-lo, mas não o encontrei em lugar algum, até que fui pegar o pano dele e ele estava lá do jeito que eu havia colocado, porém estava morto. Eu e a minha esposa vimos a alma dele voando para um novo mundo. Não sei se é porque estávamos em um momento de meditação, que nossas energias estavam boas proporcionando visões além do comum, mas afirmo que vimos juntos. Foi um presente essa visão que tivemos. Muitos acham que é loucura, sei lá, só sei que se for loucura, foi loucura coletiva. Agora tenho a certeza que todos os seres vivos possuem alguma energia que podemos até chamar de alma.
Na manhã seguinte eu soltei o outro. Ele ficou um pouco no meu quintal e logo seguiu os outros pardais. Recebi algumas visitas dele por uns dias, mas agora não o reconheço mais.

A vida vai além dos nossos olhares.