terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"TESOURA-DO-BREJO", "Streamer-tailed Tyrant"(Gubernetes yetapa)

tesoura-do-brejo Fotografada ao lado de uma casa abandonada em meio aos brejos.

tesoura-do-brejo tesoura-do-brejotesoura-do-brejoEssa ave também é conhecida como "Tesourinha-do-brejo" e "Galito"(RS).
Vive nos brejos, alagados, pousando em árvores baixas e taboas. Alimenta-se principalmente de insetos que captura em voos. A principal característica dessa ave é a longa cauda bifurcada lembrando uma tesoura que infelizmente não consegui capturar ainda. Mede aproximadamente 40 cm com a cauda e a fêmea 35 cm. As asas e a cauda são negras e as asas tem o espelho cor de ferrugem. O lado superior é cinzento e a garganta branca contornada com uma faixa castanha.
Nos rituais de acasalamento, levanta as asas, mostrando um avermelhado e balança a cauda ritmicamente. É muito bonito de ver! Geralmente solitária ou em casais voando sobre os alagados em busca de insetos, realizam cantos e chamados, muitas vezes de madrugada. Realiza também migrações sazonais e é confundida com a Tesourinha-do-campo (Tirannus savana).
A minha maior dificuldade foi a aproximação, pois além delas voarem sempre que eu pensava em dar um passo, a dificuldade de caminhar pelos alagados foi ainda maior.
Pude observar essa espécie em dois lugares, Ipeúna-SP onde tirei essas fotos, nas proximidades do morro e em Analândia-SP.
Fotografadas no dia 31/12/2009, que alegria...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"SABIÁ-LARANJEIRA"," Rufous-bellied Thrush"(Turdus rufiventris)

sabiá-laranjeira Começando esse nosso novo ano, estou aqui feliz por ter conseguido me aproximar dessa espécie tão bonita, que infelizmente está desaparecendo da minha região.
Na minha infância, podia-se ouvir na aurora das primaveras flamejantes o seu majestoso canto, esse mesmo que inspirou poetas, compositores, virando então, um símbolo nacional.
Tenho um grande amor por ela e por esse canto melódico parecendo anunciar a chegada do novo, mesmo que em notas tristes, espalhando a felicidade pelo vento.
Com aproximadamente 25 cm e 70 g, sendo a fêmea um pouco mais pesada, mas idêntica na coloração. São quase inteiramente pardas, diferenciando pela coloração alaranjada no ventre, elas cantam geralmente no alvorecer e à tarde. O macho canta para atrair a fêmea e para demarcar território, a fêmea também canta, porém numa frequência baixa. Alimentam-se de insetos, larvas, minhocas e frutos maduros. Fazem ninhos em forma de tigela com gravetos, capins e argila em árvores e beirais de telhado de casas nos sítios onde costumam ficar pela abundância de frutos nos pomares. Os dois constroem juntos o ninho e cuidam dos filhotes. Os ovos são esverdeados com pintas cor de ferrugem. A Fêmea põe de 3 à 4 ovos sendo que o período de incubação leva em torno de 14 dias.
Os filhotes são alimentados pelos pais por um tempo após saírem do ninho. Ficam seguindo os pais querendo comida. Eles aprendem a cantar com os demais sabiás e muitas vezes aprendem cantos de outros pássaros que os rodeiam. O canto se diferencia dependendo das regiões. Quanto mais puro o canto, maior o valor comercial, sendo esse, uns motivos do desaparecimento da espécie, pois ela é facilmente atraída por outro canto semelhante e aprisionada pelos malditos caçadores.
Essa foto é de uma ave jovem e estava distante e com essa chuva, não tive com fazer uma foto melhor, mas voltarei ao local para tentar fotos melhores.
Fotografada no final de Dezembro de 2009.