quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"SABIÁ-LARANJEIRA"," Rufous-bellied Thrush"(Turdus rufiventris)

sabiá-laranjeira Começando esse nosso novo ano, estou aqui feliz por ter conseguido me aproximar dessa espécie tão bonita, que infelizmente está desaparecendo da minha região.
Na minha infância, podia-se ouvir na aurora das primaveras flamejantes o seu majestoso canto, esse mesmo que inspirou poetas, compositores, virando então, um símbolo nacional.
Tenho um grande amor por ela e por esse canto melódico parecendo anunciar a chegada do novo, mesmo que em notas tristes, espalhando a felicidade pelo vento.
Com aproximadamente 25 cm e 70 g, sendo a fêmea um pouco mais pesada, mas idêntica na coloração. São quase inteiramente pardas, diferenciando pela coloração alaranjada no ventre, elas cantam geralmente no alvorecer e à tarde. O macho canta para atrair a fêmea e para demarcar território, a fêmea também canta, porém numa frequência baixa. Alimentam-se de insetos, larvas, minhocas e frutos maduros. Fazem ninhos em forma de tigela com gravetos, capins e argila em árvores e beirais de telhado de casas nos sítios onde costumam ficar pela abundância de frutos nos pomares. Os dois constroem juntos o ninho e cuidam dos filhotes. Os ovos são esverdeados com pintas cor de ferrugem. A Fêmea põe de 3 à 4 ovos sendo que o período de incubação leva em torno de 14 dias.
Os filhotes são alimentados pelos pais por um tempo após saírem do ninho. Ficam seguindo os pais querendo comida. Eles aprendem a cantar com os demais sabiás e muitas vezes aprendem cantos de outros pássaros que os rodeiam. O canto se diferencia dependendo das regiões. Quanto mais puro o canto, maior o valor comercial, sendo esse, uns motivos do desaparecimento da espécie, pois ela é facilmente atraída por outro canto semelhante e aprisionada pelos malditos caçadores.
Essa foto é de uma ave jovem e estava distante e com essa chuva, não tive com fazer uma foto melhor, mas voltarei ao local para tentar fotos melhores.
Fotografada no final de Dezembro de 2009.