quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS V. 1.8"

sabiá-do-campo
Mais uma participação com esse belo registro do amigo e xará Marcos Machado!

Ave:"Sabiá-do-campo", "Galo-do-campo" ( Minus saturninus).
Idade: Adulto
Sexo: Indeterminado

Dados da foto:

local - Cachoeira de Minas - MG
câmera - Kodak Z740 lente 38-380mm
abertura do diafragma - f/4
velocidade do obturador - 1/1000s
comprimento focal - 63mm
medição - padrão
ISO - 80
flash - não
tirada em 09/2010

OBRIGADO AMIGO E VOE SEMPRE POR AQUI!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"Maçarico-de-perna-amarela", "Lesser Yellowlegs"(Tringa flavipes)

Maçarico-de-perna-amarelaEssa espécie é muito bonita e fiquei feliz em fotografá-la pela terceira vez em lugares diferentes.
A primeira vez foi no Ribeirão Claro na divisa do antigo sítio Pascon, lugar onde faço um trabalho há alguns anos. Eu fotografei um jovem pela primeira vez e após uns meses fotografei um casal(fotos) em Águas de São Pedro, onde consegui me aproximar mais, pois da primeira vez o jovem estava bem distante. Registrei também mais um casal na Floresta Estadual Navarro de Andrade no mesmo rio, o Ribeirão Claro, há uns 2 km de distancia da primeira vez, que possivelmente podem até ter algum tipo de ligação ou parentesco, não necessariamente.
Maçarico-de-perna-amarelaEssa espécie tem aproximadamente 25 cm de altura, com a parte superior cinzenta, toda pintalgada, o ventre e cauda branca, peito claro com riscos cinzas e as pernas compridas e amarelas, por isso o nome popular.
Alimenta-se de minúsculos seres aquáticos, marinhos ou em água doce como o da foto que mergulha a cabeça toda em busca de alimento.
Maçarico-de-perna-amarelaEssa ave é territorialista, vivendo em casais ou até bandos quando em amplo espaço e abundância de alimento.
No período reprodutivo, a fêmea põe em média 4 ovos castanhos-amarelados, manchados, são postos sobre folhas de ninféias e o macho choca e cuida dos filhotes. Quando há alguma ameaça ao ninho, ele se afasta e fica se debatendo, como se não pudesse voar e fingindo estar com a perna quebrada, atraindo a atenção do predador para longe do ninho.

Maçarico-de-perna-amarelaOs filhotes são nidífugos, saindo para caminhar sobre as folhas aquáticas logo após o nascimento, já pernilongos e com capacidade de mergulhar e se alimentar sozinho.
Vive em regiões úmidas tanto do interior como do litoral, em praias lamacentas e abertas de lagos e rios. Suas presas são localizadas visualmente ou acusticamente, sendo apanhadas em águas rasas ou na lama. Pode transferir plantas de um continente ao outro por intermédio, de sementes vivas nas suas dejeções. Regurgita pelotas, que contêm a quitina do exoesqueleto dos artrópodes ingeridos. Vive em todo território nacional.

Fonte de Pequisa: Aves do litoral, wikiaves.

Fotografados em 12/10/2010 - Águas de São Pedro

ÁUDIO: Fernando araújo

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

"Sabiá-barranco", "Pale-breasted Thrush"(Turdus leucomelas)


"SABIÁ-BARRANCO"

Abaixo segue a sequência de fotos que fiz no domingo na presença do amigo Carlinhos, na praça em frente a UNESP.


Filhote regurgitando uma semente da palmeira.

sabiá-pocaEsse filhote é um dos quatros filhotes do casal de sabiás que encontramos na praça, sendo que um deles já estava morto.
A foto acima mostra o filhote regurgitando sementes enormes de palmeira, ficando assim registrado umas das importâncias da espécie, a dispersão de sementes no meio ambiente, aproveitando para dizer que esse é apenas um filhote recém- saído do ninho e regurgitou em poucos minutos umas quatro sementes.
sabiá-poca
sabiá-pocaOutro filhote...

sabiá-pocaO pai tratava-os com minhocas e insetos enquanto a mãe tratava-os com frutos, revezando o cardápio e a ordem dos filhotes.


Mais outro...
sabiá-pocasabiá-poca
Abaixo a sequência da mãe alimentando o filhote com o fruto da palmeira.

sabiá-pocasabiá-pocasabiá-pocasabiá-poca
sabiá-poca
O filhote morto, já em início da decomposição, com o peito atacado por formigas.
sabiá-poca


Saiba mais sobre a espécie:
http://www.wikiaves.com.br/sabia-barranco 
Fotografados em 14 de Novembro de 2010.

sábado, 30 de outubro de 2010

"Baiano", "Yellow-bellied Seedeater"(Sporophila nigricollis)

Baiano
Baiano
Escondidinho no capim!

Ele tem os hábitos muito parecido com o "Coleirinho"(Sporophila caerulescens), porém o macho adulto tem a cabeça toda preta e não possuem o colar preto e branco na garganta.
O que mais me impressiona é a vocalização deles, são idênticas e é possível atrair um com o canto do outro. A vocalização é bem variada, percebe-se grandes mudanças em cada região.
Esses belos pássaros também são vítima de caçadores que os vendem para imbecis apreciadores de cantos. O tráfico é a principal ameaça para essa espécie, além das outras ameaças...

Veja abaixo o canto das duas espécies:

Baiano-Helberth Cardoso

Coleirinho- Bruno Rennó


Fotografado na Serra da Canastra - Minas Gerais

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

"Mutum-de-penacho", "Bare-faced Curassow"(Crax fasciolata)

Mutum-de-penachoComo é bom acordar bem cedo e contemplar a "Casca D'anta" e o mandiocal, ver além das galinhas no quintal o Mutum a caminhar... Eu queria poder passar para vocês o que senti e o que vi nesse dia, mas infelizmente essa ave não estava acostumada comigo como com o Sr. Zezico (Dono do sítio) e sumiu sem mesmo mostrar o penacho, mas valeu.

Vejam o penacho maravilhoso e as cores da fêmea:


Áudio: Gabriel Leite

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Papa-moscas-do-campo", "Sharp-tailed Tyrant"(Culicivora caudacuta)

papa-moscas-do-campo
ESPÉCIE AMEAÇADA DE EXTINÇÃO!

Infelizmente consegui fazer uma única foto e ele estava muito longe e logo sumiu nos capinzais. É bem pequeno e com a cauda longa e estreita, o peito amarelo, o dorso marrom claro com listras pretas e o alto da cabeça preto. Alimenta-se de insetos nos capinzais altos úmidos ou secos a meia altura nos colmos e vive em pequenos bandos, mas cadê o bando? Está ameaçada por perda de habitat.
Pretendo voltar à Serra da Canastra para tentar fotografar mais, mas por enquanto isso é tudo que consegui.
Vejam fotos com mais detalhes no http://www.wikiaves.com.br/papa-moscas-do-campo

Áudio Por Raphael Sobania

"João-bobo", "White-eared Puffbird"( Nystalus chacuru)

joão-bobo
joão-boboQuando estávamos voltando para o sítio, era tardezinha e as aves estavam se recolhendo, a serra da Canastra mudava de cor e som, foi quando avistei essa bela ave, parada só me observando. Me aproximei devagar, tirei as fotos e ela nem aí pra mim, tranquila. E pensar que essa coisinha aí consegue engolir até um camundongo inteiro.
Por ficar parado assim, recebeu o nome de João-bobo e apara-bala, pois era facilmente abatido por caçadores.
Alimenta-se de insetos e pequenos vertebrados, como lagartos, pererecas e camundongos.
Vive nas bordas de matas secas, caatinga, cerrado...Evitando lugares fechados.
Faz o ninho em buraco que cava em barrancos ou até mesmo no chão, buracos profundos com uma câmara incubatória, onde põe de 2 a 4 ovos brancos.
Presente em várias regiões do Brasil, também no Peru e Argentina...

Cada vez que fotografo uma nova ave a minha alma se ilumina, é inexplicável.

domingo, 26 de setembro de 2010

"Sabiá-do-banhado", "Great Pampa-Finch"(Embernagra platensis)


Essa é mais uma bela ave encontrada na Serra da Canastra. Estavam perto da nascente do rio São Francisco. Eu escutava-os, mas não se aproximavam até que de repente um resolveu caminhar na minha frente, ficando apenas a dois metros de distância. Muito bonito o caminhar dessa ave.

PRESENTÃO!

sabiá-do-banhadosabiá-do-banhado
video

Audio: Alvaro Riccetto

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Alma-de-gato - Squirrel Cuckoo (Piaya cayana)

Alma-de-gato - Squirrel Cuckoo (Piaya cayana)

alma-de-gato
A alma-de-gato é uma ave cuculiforme da família Cuculidae. Também é conhecida pelos nomes populares de alma-de-caboclo, alma-perdida, atibaçu, atingaçu, atingaú, atinguaçu, atiuaçu, chincoã, crocoió, maria-caraíba, meia-pataca, oraca, pataca, pato-pataca, piá, picuã, rabilonga, rabo-de-escrivão, rabo-de-palha, tincoã, tinguaçu, titicuã, uirapagé e urraca.


Características

Apresenta plumagem ferrugínea nas partes superiores, peito acinzentado, ventre escuro, cauda longa, escura e com as pontas das retrizes claras, bico amarelo e íris vermelha.
Sua cauda excepcionalmente grande a torna inconfundível, a não ser na amazônia, onde existem duas outras espécies próximas, o chincoã-pequeno (Coccycua minuta), que como o nome diz é bem menor que o alma-de-gato e o chincoã-de-bico-vermelho (Piaya melanogaster), que além do bico, difere por apresentar a barriga negra e por possuir uma mancha amarela próxima ao olho. Mede cerca de 50cm (contando a cauda).

Alimentação

Alimenta-se basicamente de insetos, principalmente lagartas, que captura ao examinar as folhas, inclusive em suas partes inferiores. É curioso notar que come até mesmo lagartas com espinhos aparentemente venenosos. Também consome frutinhas, ovos de outras aves, motivo pelo qual é muitas vezes afugentado por suiriris e outras espécies que estejam com ovos e filhotes. Também caçam lagartixas e pererecas.

Reprodução

Na primavera, início do período reprodutivo, canta incansavelmente durante todo o dia. O ninho é em forma de panela rasa, feito de galhos frouxamente entrelaçados. A fêmea bota cerca de 6 ovos, que possuem uma casca com aspecto peculiar devido à aparência mineral. Os pais se revezam tanto na incubação, que leva cerca de 14 dias, quanto na alimentação dos filhotes, que permanecem no ninho por cerca de uma semana e passam mais duas na dependência dos pais.

Hábitos

Seu nome em inglês, ``squirrel cuckoo´´, literalmente traduzido como ``cuco - esquilo´´ expressa muito bem o comportamento desta ave, que lembra muito os esquilos pelo modo como pula entre as ramagens com sua longa cauda. Já seus dois nomes mais comuns em português: chincoã e alma-de-gato, referem-se respectivamente à sua vocalização e ao seu modo sorrateiro, até mesmo um tanto misterioso, pois apesar de seu tamanho consegue se deslocar sem ser facilmente notado. Ocorre em matas ciliares, matas secundárias, capoeiras, parques e bairros arborizados até mesmo das maiores cidades brasileiras. Habita os estratos médio e superior dessas matas, deslocando-se através da copa das árvores e arbustos, quase nunca descendo ao solo. Anda sozinho ou aos pares. Uma ave que gosta de planar,e para isso,apresenta duas caudas,uma interna e outra externa. Para voar abre a interna (que é a listrada)e a cauda parece aumentar.Isso ajuda a ave a planar com facilidade.

Curiosidades

Seu canto se assemelha ao gemido de um gato, por isto é conhecida como alma de gato. Voa rápida e silenciosamente entre os galhos da floresta à procura de insetos. Ainda, consegue imitar o canto de outras aves, especialmente o do bem-te-vi, que é de fato parecido com sua própria vocalização.

Distribuição Geográfica

Ocorre em todo o Brasil e tem uma vasta distribuição na América Latina.
Fonte: http://www.wikiaves.com.br/alma-de-gato (Entrem e vejam muitas fotos boas e um super trabalho ornitológico, onde é uma honra pra mim participar).


Alma-de-gato
Apesar de comum em todo o país, é difícil de fotografá-la, pois ela se embrenha na mata e raramente é vista ao ar livre. Sempre solitária e misteriosa, Magnífica!!!


alma-de-gato
Detalhe da cauda


Na Serra da Canastra tem tantas maravilhas, que é preciso viver lá para poder mostrar tudo!


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

"Japu","Crested Oropendola"(Psarocolius decumanus)

japu
Japu Macho


japu
Japu fazendo ninho


Essa é mais uma espécie encontrada na Serra da Canastra, muito bonita, e comunicativa. Estive observando um bando deles construindo ninhos em uma palmeira bem alta. Estavam no início das construções das colônias de ninhos. A vocalização deles, bem ampla por sinal, não estava muito difícil de interpretar, pois em momentos de euforia, em chamados atentos avisando aos outros quando um possível predador se aproximava, a canto do flerte, e outros chamados, eram de fácil identificação.

Fotografados em 21/07/2010


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"Serra da Canastra"

maria-preta-de-penachoQuando chegamos na Serra da Canastra, a espécie que mais vimos foi a Maria-preta-de-penacho, linda, leve... Elas estavam em toda parte no sítio do Sr. Zezico, um grande homem com 80 anos de idade, nascido e criado no sítio e até hoje cuida de 30 alqueires de terra, com sua mulher e filha. Pessoas maravilhosas que nos trataram como Reis, aliás, as pessoas dali são educadas, humildes, bem diferentes da maioria daqui da minha terra.
maria-preta-de-penachoO lugar é maravilhoso e cheio de riquezas naturais. Muitas espécies de aves, animais e vegetais podem ser encontrados lá, como o tamanduá-bandeira, lobo-guará, o pato-mergulhão, onças e muitas outras espécies ameaçadas de extinção. O Rio São Francisco nasce lá e em qualquer parte dele, pode-se beber água sem problemas, eu bebi essa bênção.

maria-preta-de-penachoQuando estávamos no alto da serra, perto da nascente eu fotografei a maria-preta-de-penacho em cima da cabeça de São Francisco, estava longe e contra o sol, mas fiquei feliz, pois ali parece realmente que a vida está protegida pelo "Patrono da Ecologia". Gente!!! Se um dia vocês tiverem a oportunidade de ir pra lá, não percam a chance, pois eu garanto que a riqueza espiritual vai aumentar e muito e apesar das nossas necessidades humanas, é o que mais importa. Fiquem com Deus.
maria-preta-de-penachoPs. Eu fotografei essa e outras aves na agradável companhia do meu amigo Jofrei.
Vejam algumas das belas paisagens no meu site:www.wix.com/vidaselvagem/rogeriomachado

terça-feira, 3 de agosto de 2010

" bico-reto-de-banda-branca", "Stripe-breasted Starthroat"(Heliomaster squamosus)

bico-reto-de-banda-brancaAmor de Minas!

Na manhã de 19 de Julho de 2010, eu e meu amigo Jofrei, estávamos indo para Serra da Canastra, quando paramos para esticar as pernas em Passos de Minas, porque viajar na garupa de uma moto por quase 7 horas é barra. Paramos em Furnas para contemplar a beleza do Rio Grande, quando essa pequena criatura apareceu como um relâmpago e logo sumiu. Consegui fazer uma foto apenas e ficou bem distante. Foi a primeira foto em Minas.
...
Áudio gravado por Ciro Albano (Super Ornitólogo).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Valeu o dia!

tesoura-do-brejoQuando cheguei na Assistência, tudo parecia um deserto, sem vida, então pensei, acho que perdi a minha manhã. Caminhei mais um pouco, estava frustrado em ver todo aquele vazio até quando avistei uma única árvore em meio aquela triste visão. Logo pousou um belo macho de "Tesoura-do-brejo", mas cadê o brejo??? Tentei me aproximar, mas não tinha como me esconder, então ela voou(sem o chapeuzinho, ficou estranho) para longe e eu como o doido que sou, saí voando atrás dele e logo encontrei esse pequeno espaço vivo aí abaixo. Meu sorriso ficou igual ao do Coringa, bem grande!!! Eu quero dizer uma coisa pra vocês amigos, eu amo muito o que faço e quero que todos sintam um pouquinho do que sinto nesses meus momentos mágicos.

tesoura-do-brejoAgora era um casal!!! Estavam distante, mas eu gostei de ver porque lá tinha um pequeno brejo e eles com certeza irão criar filhotes ali. Em seguida comecei a ouvir a sinfonia dos chopins-do-brejo. Era um pequeno grupo com uma vocalização variada, misturando cantos e conversas, muito bonito, pena que chegou um trator e na gravação ficou com ruído.


chopim-do-brejochopim-do-brejoVoltando encontrei esse casal de fogo-apagou procurando semente na estrada. Essa espécie anda sumida da minha cidade, mas fiquei feliz por encontrar essas belas aves caminhando mesmo com tão poucos recursos naturais.
fogo-apagou
fogo-apagouBom, fico por aqui, logo volto com mais fotos que fiz na minha viagem para a Serra da Canastra. Fiquem com Deus.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

"Tico-tico-do-campo-verdadeiro", "Grassland Sparrow"(Ammodramus humeralis)

tico-tico-do-campo-verdadeiroEssa espécie me faz lembrar de quando eu era uma criança. Eu adorava ir no antigo sítio Scarpa brincar e nos campos aos arredores do sítio ouvia-se um canto bem diferente que nem parecia passarinho. Era um canto meio grilo, sei lá, só sei que depois de muitos anos que vi um cantando e logo após fotografei um cantando também, uma pena é que não achei mais a foto.

tico-tico-do-campo-verdadeiroEsse aqui eu tirei na Assistência numa manhã de domingo, estava bonito o dia e ele ficou me olhando e eu torcendo para ele pular para um galho mais aberto, pois estava difícil focalizá-lo, mas o bichinho pulou para um lugar mais difícil, cheio de galhinhos finos que só consegui usando o foco manual depois de umas 8 fotos.

tico-tico-do-campo-verdadeiroEu pretendo voltar mais vezes até conseguir fotografar um cantando, um casal fazendo ninho, acasalando, cuidando dos filhotes... Ou seja, nunca parar de fotografá-los.


Rio Claro, Julho de 2010.

terça-feira, 27 de julho de 2010

"Caminheiro-zumbidor","Yellowish Pipit"(Anthus lutescens)

caminheiro-zumbidor
caminheiro-zumbidorEssa é mais uma espécie que encontrei na Assistência, muito bonita e como o próprio nome diz é um caminheiro, pois gosta de caminhar pelo campo se camuflando na vegetação rasteira e barrancos. Quando dá um voo, emite o canto parecendo com um zumbido, muito bonito, parece um foguetinho, mais um dos muitos nomes populares que recebe. Muito bonito mesmo.

Segue abaixo mais descrições feitas no WikiAves:

Esse é um grupo de aves cuja origem evolutiva está nos campos do Hemisfério Norte. Algumas espécies colonizaram a América do sul, basicamente ocupando a Cordilheira dos Andes e o sul do continente. No Brasil, ocorrem 5 espécies, todas no Rio Grande do Sul. Na região tropical do país, somente esse caminheiro, aparecendo em todos os ambientes abertos fora da Floresta Amazônica. Expandiu-se com a ocupação agrícola e de pastoreio, tendo se adaptado a cidades com gramados extensos.
O caminheiro-zumbidor apresenta os seguintes nomes populares: corredeira, sombrio, codorninha-do-campo (São Paulo), foguetinho, peruinho-do-campo, peruzinho e martelinha (Minas Gerais).

A plumagem é uma mescla de rajados e bolas cinza escuras contra um fundo claro. Na barriga, um pouco mais amarelada, sem as cores escuras. A silhueta é de uma ave longilínea, acentuada pelo bico fino e a longa cauda. Pernas longas, finas e alaranjadas ou amareladas.

Sempre que cantam, param de voar e caem alguns metros com as asas entreabertas. Em seguida, tornam a bater asas para ganhar altura e cantam novamente. As pernas são mantidas para baixo e as penas da cauda entreabertas, mostrando as penas laterais brancas. O chamado é longo, agudo, acelerado e ficando ainda mais agudo no final (origem do nome foguetinho). É mais fácil escutá-lo do que encontrá-lo, especialmente quando pousa no meio dos capins baixos. Mede cerca de 13 cm.

Caça invertebrados em características corridas entre o capim baixo e no solo. Quando escasseia o alimento de origem animal, no inverno por exemplo, ingere sementes.

Os machos, no período reprodutivo (julho a setembro) levantam vôo a qualquer hora e emitem o chamado característico. Podem ficar a poucos metros do solo ou a grande altura.
Constrói um ninho de capins sobre o chão e embaixo de uma touceira. Ovos brancos com denso salpicado de marrom ou cinza.

É comum em campos, beiras de lagos, rios e pântanos. É de difícil observação, tanto por suas cores, como pelo hábito de preferir afastar-se caminhando a voar. Também agacha-se no meio dos capins e camufla-se bem com o entorno. Anda e corre rente ao solo, empoleirando-se pouco e evitando voar. Quando perseguido agacha-se no solo, ocultando-se atrás de um monte de terra ou do capim. Migra após a época da reprodução e não canta durante a migração.

A espécie é migratória no sul da distribuição geográfica. Presente em todo o Brasil nas regiões campestres quentes, estando ausente de áreas densamente florestadas, como alguns locais da Amazônia. Encontrado também no Panamá e em quase todos os demais países da América do Sul, com exceção do Equador.

Esse é o canto que gravei no dia da foto:

segunda-feira, 26 de julho de 2010

"Canário-do-campo","Wedge-tailed Grass-Finch"(Emberizoides herbicola)

canário-do-campoEsse belo pássaro estava no mesmo dia em que eu fotografei o suiriri-pequeno, bem assustado e quase não consegui fotografá-lo. Reparem que ele está de costas, como muitos, acredito que eles ficam preparados para saírem em retirada, pois pensam que sou um possível predador, rs, mas estão em partes corretos, pois os devoro com os olhos!
Esse mesmo local, apesar de ser zona rural, é muito turbulento. Os caminhões passam na pista a menos de 1 km e muitos tratores, ônibus rurais que transportam os trabalhadores das usinas canavieiras, o fogo constante em canaviais, faz com que a avifauna fique mais arredia. Ao contrário de parques urbanos, onde muitas espécies se acostumam com a presença humana.
Áudio: Luiz Ribemboim