terça-feira, 31 de março de 2009

"Saíra Amarela","Saíra Cara-Suja", "Sanhaço-de-cara-suja", "Sanhaçuira", "Burnished-buff Tanager"(Tangara Cayana)

saira-amarela MACHO ADULTO

sairaFÊMEA ADULTA


sanhaçuiraMACHO ADULTO

Esta saíra vive aos pares ou em pequenos grupos, freqüentando árvores com frutos maduros, como a aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolia) e magnólias (Magnolia spp). Alimentação: frutos e insetos como cupins e vespas.
Nidificação: o ninho, em forma de taça aberta, é feito com folhas, raízes e capins e envolto por finas raízes. Ele é colocado em ramos com folhas a cerca de 2 m do solo, em árvores baixas e isoladas. Os 2 ovos são esbranquiçados, azul-pálidos ou branco-pardos com manchas pardas num dos pólos. A fêmea, embora auxiliada pelo macho, é a responsável pela maior parte da construção do ninho, incuba os ovos e aquece os filhotes. Durante este período o macho permanece nas proximidades do ninho e alguns podem alimentar a fêmea. O macho auxilia também na alimentação dos filhotes.
Hábitat: matas abertas e ciliares, áreas cultivadas, parques e jardins. Tamanho: 14,5 cm
FONTE:USP
Fotografados em Janeiro de 2009.




"Pica-pau-branco", "Birro", "White Woodpecker" Leuconerpes (Melanerpes) candidus

birro
Em Janeiro de 2009, estávamos caminhando, eu e meu cunhado pelas pastagens que circundavam o lago de Águas de São Pedro, quando bem ao longe observamos esse birro solitário. Com as características típicas dos pica-paus, caminhava agarrado na palmeira, sempre na vertical, circundando-a com uma agilidade espetácular. Infelizmente não pude me aproximar, pois foi muito rápido a ação do pássaro. Logo voou para longe e desapareceu. Apesar deles geralmente permanecerem em grupos, não avistamos nenhum. Alimentam-se de larvas de insetos como marimbondos e vespas, atacam larvas de outros insetos e cupins, também se alimentam de frutas. Possuem um chamado característico da espécie, parecendo dizer birro, daí o nome. Um belo pássaro que merece ser fotografado inúmeras vezes e será.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Suiriri - Tropical Kingbird (Tyrannus melancholicus)

Suiriri - Tropical Kingbird (Tyrannus melancholicus)

siriri
Caçador de insetos espetacular, mas adora essa frutinha da "Shefflera shefflera"


Alinhar à esquerda
siriri
siriri
Vivem solitários, aos casais ou até mesmo em pequenos bandos. Alimentam-se de insetos e frutos. Costumam capturar insetos em vôos curtos com muita precisão na investida, geralmente pousam sempre no mesmo lugar quando retornam do ataque! Fica expostos em galhos altos das árvores, caçando por muito tempo, voando e pousando muitas vezes o dia todo. São pássaros agressivos e é comum vê-los voando atrás de gaviões que se aproximam ou até mesmo outras aves oportunistas que comem filhotes nos ninhos, como os Anus (anuns), tucanos, entre outros.

Possuem um canto agudo parecendo com a palavra siririiiii, dai um dos nomes populares.
São muito comuns em todo o Brasil. Vivem em campos abertos, bordas de florestas, e até mesmo em jardins no meio urbano. São resistentes a diferentes climas e muito ativos o dia todo.

Fotografados em Janeiro de 2009 em Rio Claro e Águas de São Pedro.


"Arapaçu-do-cerrado", "Cata-barata", "Narrow-billed Woodcreeper"(Lepidocolaptes angustirostris)Tomando sol.


Ontem eu tirei essa foto, ele estava meio distante tomando sol, é algo raro de se ver.
Esse é mais um presente pra vocês!!!

quinta-feira, 26 de março de 2009

"Arapaçu-do-cerrado", "Cata-barata", "Narrow-billed Woodcreeper" (Lepidocolaptes angustirostris)

arapaçu-do-cerrado
arapaçu-do-cerrado Quando vi esse pássaro pela primeira vez, fiquei apavorado para tirar fotos, mas estava tarde e com um tempo chuvoso. Ele caminha pelos troncos sempre na vertical como um pica-pau e nunca ficava parado. Quando eu apontava a câmera ele virava para o lado do meu cunhado e foi assim até que consegui fazer duas fotos que não ficaram com uma qualidade boa, mas registramos. Descobri depois de muito tempo um buraco em um pilar de tijolos onde a fêmea entrava e saia várias vezes, pois estava construindo um ninho. Fiquei distante observando por alguns dias, mas acredito que eles abandonaram o ninho, pois não retornavam mais.

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Fonte: Aves do Pantanal.

Os arapaçus possuem o mesmo hábito de subir nos troncos e galhos na vertical ou sua superfície inferior, como os pica-paus. Agarram-se com as unhas fortes e apoiam-se também na ponta dura das penas da cauda. Andam para cima e para baixo dos troncos com facilidade, em movimentos rápidos de corpo. São três dedos para a frente e um para trás, ao contrário dos dois para a frente e dois para trás dos pica-paus. Aparece nas árvores dos jardins. Ao contrário dos outros arapaçus da reserva, há um forte contraste entre as costas marrom vermelhadas e o branco da barriga, peito e pescoço. Outra característica marcante é a listra branca sobre o olho, ressaltada pelo cinza escuro do alto da cabeça (foto). O bico é levemente curvo. Em áreas recém-queimadas, o branco das partes baixas fica sujo de fuligem, dando um tom cinza escuro ou negro devido ao arrasto dessas partes contra o tronco.Como nos outros arapaçus, ocupa ninhos abandonados de pica-paus para reproduzir. No entanto, levam gravetos e palhas para dentro, montando um ninho no fundo do oco. Apanham insetos sobre os galhos e troncos, às vezes arrancando pequenas lascas para chegar aos insetos, mas não batem o bico no tronco como um pica-pau.O chamado é bastante característico, como uma risada longa. Inicia por um assobio forte e alto. Canta o ano inteiro, mais ao clarear e entardecer. No período reprodutivo faz chamados mais constantes ao longo do dia.

Fotografado em Janeiro de 2009. Águas de São Pedro.

quarta-feira, 18 de março de 2009

"Anhinga", "Biguá-tinga"(Anhinga anhinga)



Comprimento: 88 cm; peso: em torno de 1,2 kg. Presente em todo o Brasil. Encontrado também desde o sul dos Estados Unidos até o sul da América do Sul. Habita alagados e beiras de rios e lagos com margens florestadas. Ave aquática, lembra o biguá, mas apresenta asas esbranquiçadas (em tupi, "biguatinga" significa "biguá branco"), cauda maior e mais larga, pescoço mais estreito e comprido, além de bico reto, em forma de punhal. A fêmea difere do macho pela cor creme no pescoço, peito e dorso. Alimenta-se principalmente de peixes, os quais captura em mergulho.Bom nadador, costuma deixar apenas a cabeça e o pescoço fora d'água, parecendo uma cobra. Voa e plana bem, apesar de ter certa dificuldade para levantar vôo a partir da água. Realiza migrações locais na Amazônia. Faz ninho em pequenas colônias sobre as árvores, às vezes em meio às garças. Choca os ovos, que são alongados e de cor branca ou azulada, colocando os pés sobre eles. Geralmente encontrados aos casais na época reprodutiva e em bandos ou misturados aos biguás, em outros períodos. Conhecido também como carará (Amazônia), calmaria (Rio Grande do Sul), peru d'água e mergulhão-serpente.

Fonte: Brasil 500 Pássaros.

Foto: Janeiro de 2009.



"Bigodinho", "Estrelinha","Lined Seedeater" (Sporophila lineola)

bigodinho
" Cada vez que fotografo um pássaro, sinto menos apego às coisas materiais".
Fonte: Brasil 500 Pássaros

Comprimento: 11 cm. Presente no Brasil, como residente, nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo e Bahia. Durante o inverno da região sul migra para a Amazônia e para os estados do Nordeste. No Espírito Santo e Paraná aparece em dezembro para nidificar e desaparece em março e abril, começando a surgir no leste do Maranhão e Piauí a partir de maio. Encontrado também na Argentina, Paraguai e Bolívia, como residente, e nos demais países da Amazônia - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia -, como migrante durante o inverno.
É localmente comum em clareiras arbustivas, plantações, bordas de capoeiras e áreas com gramíneas altas, principalmente nas proximidades da água. Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo, reunindo-se em grupos pequenos ou grandes fora deste. Sobe nos pendões de gramíneas para comer as sementes. O macho é preto nas partes superiores e branco nas inferiores, com uma faixa branca no alto e outra em cada lateral da cabeça, próximo ao bico (lembrando um bigode, o que lhe valeu o nome popular); a fêmea é amarronzada, mais clara na região inferior. Conhecido também como estrelinha e cigarrinha (Minas Gerais).
Fotografado em Janeiro de 2009.

segunda-feira, 9 de março de 2009

"Gavião-sauveiro", "Sovi", "Plumbeous Kite" (Ictinia plumbea)

sovi
sovi

sovi






Quando consigo capturar um pássaro ou algo na natureza que como magia aparece diante das minhas lentes, uma energia direta desses seres divinos parece conectar em mim, me fazendo sentir esse "cordão umbilical" que me liga à todos eles... É pena que muitos preferem cortar esse cordão.


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Fonte: Aves do Pantanal.


Seu corpo é cinza escuro, claro no alto da cabeça. Asas longas e negras, aumentando o contraste das características penas de vôo avermelhadas. Essa cor é evidente, tanto em uma ave pousada como passando sobre a cabeça, separando-a dos outros gaviões. A cauda é negra, mas possui duas ou três barras brancas em sua face inferior.Insetívoro quase exclusivo, costuma caçar voando sobre a vegetação da mata. Captura suas presas em vôo, usando os pequenos pés amarelos ou avermelhados, comendo-as no ar. Nessas ocasiões, fica virado contra o vento e meio corcunda, vai retirando pedaços, com o bico, do inseto pego nos pés. Nas revoadas de saúvas, come os adultos reprodutores desses insetos no vôo nupcial de dispersão dos formigueiros, razão de seu nome comum.É migratório no Pantanal, sul e sudeste do Brasil, com uma população residente na Amazônia, por onde passam os migrantes em seu movimento para o norte, em abril, ou no seu retorno, em agosto. Reproduz-se no Pantanal, no sul/ sudeste e na Amazônia. É muito agressivo e territorial contra outros gaviões-sauveiros ou outras espécie de gaviões passando próximo ao ninho. Nesse período, emite com freqüência um assobio fino e curto, um som parecendo vir de um passarinho e não de um gavião.


Fotografado em vôo em Águas de São Pedro, Natal de 2008 e em Rio Claro na Unesp em outubro de 2009.

quinta-feira, 5 de março de 2009

"Seriema", " Red-legged Seriema" (Cariama cristata)

seriema

Dona de uma beleza exuberante, a seriema é fonte de inspirações para poetas, violeiros e homens do campo. Com o seu belo canto, duetado quando aos casais, alegram com suas risadas os campos por onde passam. Alguns violeiros procuram copiar na viola esse canto majestoso e muitas vezes até chegam perto. Com um caminhar elegante, faz a diferença nos campos. Sem dúvida, uma bela ave.

Fonte de pesquisa: Aves do Pantanal.
Ave das mais conhecidas do centro-oeste brasileiro, embora também ocorra em outras regiões. Habita os campos e cerrados da região, entrando no Pantanal através das áreas menos inundadas. Vive aos casais, sendo mais facilmente escutada do que observada. Seus gritos, seja de uma ave solitária, seja de um casal em dueto, são altos e longos. Parecem longas risadas, as quais vão acelerando-se e aumentando de tom à medida que a ave repete o canto. Pode permanecer gritando por vários minutos a fio.De hábitos terrestres, empoleira para dormir em árvores isoladas ou no cerrado. Constrói um ninho de gravetos, a pequena altura do chão, forrando o interior com folhas e lama. Choca 2 ovos, entre 24 e 30 dias, cabendo essa tarefa à fêmea, principalmente. O filhote nasce com uma penugem amarronzada, fina e longa na cabeça. Depois de duas semanas, abandona o ninho com os pais, levando cerca de 4 a 5 meses para adquirir a plumagem de adulto, cuja cor dominante é o cinza. Barriga mais clara, quase branca. Na cabeça, destaca-se o tufo de penas longas e eriçadas da testa, formando um tipo de coroa (foto). Uma larga faixa clara, superciliar, faz contraste com o tom azulado da pele ao redor dos olhos e o bico, vermelho. As longas pernas são avermelhadas ou laranjas.Mesmo perseguida dificilmente levanta vôo, preferindo correr do perigo. Alcança 50km/h em distâncias curtas. Cansada, voa pequenos trechos antes de pousar e voltar a correr. Ao voar, destacam-se as faixas claras e escuras de asas e cauda.Sua alimentação é semelhante a um gavião, comendo desde insetos até pequenos vertebrados. Mata as presas com o bico, uma vez que os dedos são relativamente pequenos e sem garras. Uma presa maior é desmembrada, pisando sobre ela e retirando pedaços com o bico poderoso. Graças ao hábito de comer cobras, é protegida pelos fazendeiros e sitiantes. Pode ficar acostumada à presença humana e freqüentar os jardins das casas.
Fotografada em Águas de São Pedro, Natal de 2008.

terça-feira, 3 de março de 2009

"Coruja-buraqueira", " Burrowing Owl" (Athene cunicularia)

coruja-buraqueira


Essas belas e adoráveis corujas são as mais conhecidas no Brasil. Ficam durante o dia paradas nos barrancos onde fazem os seus abrigos, nos postes,mourões de sítios, geralmente em campos abertos com vegetação rasteiras com árvores dispersas e até mesmo em áreas mais urbanizadas como terrenos baldios, campos de futebol e parques com gramados. Constroem seus ninhos, em buracos feitos por elas mesmas, buracos de tatus readaptados ou até buracos abandonados por outras corujas. São extremamente protetoras dos ninhos e filhotes. A qualquer sinal de perigo, emitem um som forte e alto. Ao ouvirem o sinal de alerta dos pais, os filhotes entram no ninho rapidamente. Elas dão voos razantes em cima de qualquer animal ou até mesmo pessoas que invadem os seus territórios. Ficam agressivas quanto se trata de proteger os filhotes, porém são muitas vezes tranquilas quando não estão reproduzindo.
Elas têm um papel muito importante para o equilíbrio natural, se alimentando de roedores, baratas, escorpiões, aranhas, pequenas cobras. Alimentam-se também de pequenos pássaros e filhotes de ninhos próximos. À noite, a atividade é maior, pois é o período em elas fazem o a maioria das caçadas, mas não desprezam presas durante o dia. Executam cantos noturnos característicos das corujas, chamados de acasalamento, diferentes dos silvos de alerta.


coruja




CURIOSIDADES



Muitos antigos acreditam que quando uma coruja pousa e canta em uma casa, é sinal de mal agouro, dizem que alguma pessoa vai morrer naquela casa. ISSO É UMA BESTEIRA!!! Devemos ficar felizes por elas estarem por perto, pois serão evitadas as abundâncias de pragas, animais peçonhentos, evitando assim muitas doenças. Devemos ouvir os mais velhos, porém não devemos acreditar em tudo que eles dizem porque muitos desses mitos acabam desequilibrando o meio ambiente com matanças absurdas dessas maravilhas noturnas.



AS CORUJAS NA MITOLOGIA GREGA



Coruja de Minerva
As aves, por serem consideradas os seres mais próximos dos deuses, foram, conforme suas características e atribuições, associadas a eles. A soberana águia acompanhava o poderoso Zeus, o imponente pavão, sua consorte e protetora dos amores legítimos: a deusa Hera. À atenta coruja coube a companhia da sábia Athena.
Vemos a imagem da coruja, símbolo de uma vigilância constantemente alerta, nas mais antigas moedas atenienses. A coruja, em grego gláuks “brilhante, cintilante”, enxerga nas trevas. Um dos epítetos de Athena é “a de olhos gláucos” (esverdeados).
Em latim é Noctua, “ave da noite”. Noturna, relacionada com a lua, a coruja incorpora o oposto solar. Observem que Atena é irmã de Apollo (Sol). É símbolo da reflexão, do conhecimento racional aliado ao intuitivo que permite dominar as trevas. Apesar de haver uma forte associação desta ave à escuridão e a sentimentos tenebrosos, o que é natural a um ser noturno, o fato de ela ter sido (devido a suas específicas características) atribuída à deusa Athena também a tornou símbolo do conhecimento e da sabedoria para muitos povos.
A coruja é uma excelente conhecedora dos segredos da noite. Enquanto os homens dormem, ela fica acordada, de olhos arregalados, banhada pelos raios da sua inspiradora Lua. Vigiando os cemitérios ou atenta aos cochichos no breu, essa ambaixadora das trevas sabe tudo o que se passa, tendo-se tornado em muitas culturas uma profunda e poderosa conhecedora do oculto.
Havia uma antiga tradição segundo a qual quem como carne de coruja participa de seus poderes divinatórios, de seus dons de previsão e presciência. A coruja tornou-se assim atributo tradicional dos mânteis, daqueles que praticam a mântica, a arte do divinatio, da adivinhação, simbolizando-lhes o dom da clarividência.
Eis a ave da deusa da Sabedoria e da Justiça: atenta coruja, cujo pescoço gira 360º, possuidora de olhos luminosos que, como Zeus, enxergam “O todo”. Devido a todos esses atributos, a Coruja simboliza também a Filosofia, os Professores e nossa proposta de Conhecimentos Sem Fronteiras: integrar todas as formas de conhecimento com o olhar para O Todo.

coruja

As corujas e a humanidade...

A lenda das Corujas durante a história da humanidade, as corujas simbolizaram algumas vezes o conhecimento, a sabedoria, e outras a morte ou uma ligação com um mundo espiritual. Na maioria das culturas ocidentais, as opiniões sobre as corujas se transformam com o decorrer dos tempos. Servem tanto para mostrar as condições do habitat como podem indicar o comportamento cultural e religioso local e de como o ser humano se relaciona com a terra. Encontramos a figura da coruja representada nas mais variadas formas de cultura, como por exemplo entre os Cherokees norte-americanos, no folclore russo, no mexicano e até entre os arborígines da Austrália.Em muitas dessas culturas, as corujas simbolizaram o mal, o demoníaco, ou uma ligação com a morte e por isso eram temidas, atacas e mortas. Hoje, ainda temos várias lendas com as mesmas conotações mas, a coruja, possui agora um grande respeito com a compreensão dos papeis que ela ocupou no desenvolvimento cultural de cada povo.Uma de nossas lendas indígenas, conta que no começo do mundo só havia o dia. A noite estava adormecida nas profundezas do rio com Boiúna, cobra grande que era senhora do rio.A filha de Boiúna se casou com um rapaz de outra tribo mas não dormia com ele porque nunca era noite. Até que um dia o rapaz mandou 3 amigos buscar a noite no fundo do rio. Boiúna entregou a noite dentro de um caroço de tucumã. Na volta eles abriram o caroço , deixando a noite escapar e tudo escureceu.A moça então resolveu separar a noite do dia e pegou um fio de seu cabelo transformou-o em ave e disse:- Tu serás cujubin e cantaras sempre que a manhã estiver chegando. Depois pegou outro fio, transformou-o em ave e disse:- Tu serás coruja e cantarás sempre que a noite chegar. E assim o dia passou a ter dois períodos.

FUNDAÇÃO PARQUE ZOOLÓGICO DE SÃO PAULO Oriel Nogali -Biólogo do Setor de Aves

Fotos: Natal de 2008, Águas de São Pedro.