sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

"Garibaldi","Dó-ré-mi", "Pássaro-do-arroz", "Chestnut-capped Blackbird" (Chrysomus ruficapillus)

garibaldi

garibaldi Comprimento: 18cmIdentificação: Os machos são negros com a coroa, a garganta e opeito vermelhos. Dependendo da iluminação ou da distância as partes vermelhas podem não ser visíveis e a ave aparece completamente negra, podendo ser confundida com outros pássaros como o chupim macho, mas sem seu brilho azulado. As fêmeas são pardas e muito difíceis de serem identificadas a não ser quando próximas aos machos. São aves fortemente associadas a água. Seu canto é um dos sons mais típicos dos brejos e banhados do nosso país, consiste em alguns assobios que lembram o do pássaro-preto, seguidos de um trinado muito intenso, característico da espécie.Alimenta-se de insetos e grãos que apanha na vegetação palustre. Seu ninho, em forma de tigela, é geralmente construído entre as folhas de taboas. Os ovos, cerca de três, são levemente azulados com pequenas manchas escuras. Podem se tornar pragas agrícolas, especialmente em lavouras de arroz alagado.

FONTE: UNICAMP

FOTO TIRADA EM ÁGUAS DE SÃO PEDRO ANO NOVO 2009.

A distância comprometeu a qualidade da foto.


"Freirinha", " White-headed Marsh-Tyrant"(Arundinicola leucocephala)

freirinha
freirinha

freirinha Pássaro pequeno, insetívoro que vive em alagados, lagoas, beira de rios. O macho tem o corpo preto com a cabeça branca e a fêmea e jovens filhotes são acinzentados na maior parte do corpo. Vivem solitários ou aos pares, pousando sobre a baixa vegetação dos lagos em busca de invertebrados. Fazem ninhos com capins em arbustos próximos a água.
Fotografado no "pantanal" de Águas de São Pedro, Natal de 2008.
O tempo ruím e a distância comprometeu a qualidade da foto.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"Fim-fim", "Vi-vi", "Purple-throated Euphonia" (Euphonia chlorotica)

vi-vi
fim-fim
vi-viPequeno pássaro que habita as matas ciliares, capões, cerrados... Geralmente é encontradado nas copas das árvores e ocasionalmente nas partes baixas, mas podemos fotografá-los com muita facilidade quando colocamos frutas em comedouros, pois eles ficam acostumados com a nossa presença e se aproximam mais. Costumam se movimentar por entre as folhagens das árvores ou arbustos em buscas de frutos e insetos e são algumas vezes comuns em pomares de chácaras, sítios e até mesmo casas. Apreciam as bananas, mamões, goiabas... Os machos são muito coloridos, com as costas azul marinho, brilhante ao sol, e cabeça negra. O papo, todo escuro, é característica marcante dessa ave, junto com a área amarela da testa até logo depois da linha dos olhos. Barriga amarela. Na cauda, as duas penas laterais com extensa área branca. As fêmeas são pardas esverdeadas na parte superior e cinza claro com o amarelado até a base da cauda. Vivem wm casais ou em pequenos bandos em busca de alimentos. O macho possue um canto característico parecido com "vi-vi" e "fim, fim, fim", no qual se originou os nomes populares. O período reprodutivo é de junho a novembro, época em que o macho canta nos períodos mais quentes do dia.



As fotos foram tiradas entre Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009 em Águas de São Pedro.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Téo-téo", "Quero-quero", "Espanta-boiada", "Southern Lapwing"(Vanellus chilensis)

quero-queroFonte: Aves do Pantanal

Ave relacionada aos campos do Rio Grande do Sul, na verdade comum em todo o país. Ocupa campos, margens de rios e brejos, com vegetação baixa e dominada por gramíneas . Acostuma-se com a presença humana, aparecendo em gramados, pastos e áreas alteradas, com pouca vegetação arbustiva ou adensada.Muito agressivo, ataca outros quero-queros entrando no território. Possui um grito de alarme alto e contínuo, entendido como quero-quero ou téo-téo, conforme a região do país. A primeira forma é a mais usual no Pantanal. Ovos e filhotes são fortemente defendidos pelos pais, os quais fazem vôos rasantes sobre os intrusos. Algumas vezes, rebanhos pastando ou caminhando próximo ao ninho são espantados pelo quero-quero, razão para seu outro nome, espanta-boiada. Mesmo durante a noite, mantém-se alerta e avisa de intrusos, parecendo que nunca dorme. Em alguns lugares, quem sofre de insônia diz ter dormido como um quero-quero. Fora do período reprodutivo, ocasionalmente aceita a presença de outras aves da mesma espécie, formando pequenos grupos. Os filhotes são afastados do território do casal logo antes da nova estação reprodutiva. Alimenta-se de insetos e minhocas, encontrados entre os capins baixos ou nas bordas dos brejos. Apesar de pernalta, raramente entra na água. Nos primeiros dias de vida, os filhotes são alimentados pelos adultos com insetos e minhocas recém-capturados. Não chegam a construir um ninho propriamente dito, colocando seus ovos em uma depressão do terreno, muito camuflada com o entorno e onde os ovos, escuros e com bolas marrons, ficam praticamente invisíveis. Se algo perturba a ave chocando, ela afasta-se do ninho andando abaixada. A uma distância segura dos ovos, levanta vôo e dá o alarme, voando contra o invasor. Depois de 27 dias de choco, os filhotes nascem e logo começam a caminhar com os pais, possuem uma penugem escura, com a barriga branca e áreas de branco na nuca. Após um mês, adquirem a plumagem do adulto, onde há uma mescla de cores nas costas e asas. Os olhos, grandes, são avermelhados, rodeados por uma pele nua vermelha. Na nuca, o penacho pontudo e destacado da cabeça. Ao voar, mostram fortes contrastes de branco e negro nas asas. Quando excitados, fazem vôos territoriais com lentas batidas de asas, quase como uma grande borboleta. Ao pousar, o casal mantém as asas entreabertas e viradas para trás, sobre as costas, destacando o esporão avermelhado. Esse esporão é utilizado em posturas rituais, sem tornar-se uma arma de ataque.


téo-téo
quero-quero
Curiosidade
A fêmea Quero-quero além de ser uma super protetora do ninho e filhotes, tem uma maneira bem interessante de enganar os predadores. Além de sair andando abaixada, ela se afasta do ninho e abaixa em outro lugar como se estivesse no ninho tentando mudar a atenção dos predadores. Se falhar essa tentativa de afastar os predadores, logo ela sai gritando e vai ao ataque. Os filhotes novos também ficam tão estáticos que além de camuflados, ficam parecendo mortos.
O Ninho
Quando eu tirei essa foto do ninho, caminhei abaixado no sentido contrário aos quero-queros, foi difícil encontrá-lo, mas quando chegava perto, mesmo com todas as tentativas de disfarce dos pais, percebi uma certa inquietação neles, então vi que estava no caminho certo. Encontrei o ninho e com muito respeito fotografei os ovos. Os pais perceberam também que eu não faria nada e em momento algum se alarmaram e investiram sobre mim. Janeiro de 2008.

quero-quero A primeira e a segunda foto foram tiradas no pasto atrás do "morro do gato" em Rio Claro em Janeiro de 2009 e a foto que o Quero-quero está em pleno vôo, foi tirada no antigo "sítio do Pascon" (Rio Claro-SP) em Dezembro de 2008.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"Garça-branca-grande", "Great Egret" (Ardea alba--Casmerodius albus)

garça-branca-grande Fonte: Aves do Pantanal
Uma das garças mais freqüentes no Pantanal, muitas vezes concentra-se em baías ou corixos secando, chegando a formar ajuntamentos de pesca com algumas centenas de garças. Sua coloração branca, imaculada, contrasta com as patas e pés totalmente negros e bico amarelo puro. Na época de reprodução, desenvolve penas especiais no dorso, chamadas de egretes ou egretas. Essas penas são finas estruturas, destacadas contra o restante da plumagem, dando um aspecto “despenteado” para essa região do corpo. São usadas nos rituais de demarcação de território do ninho na colônia reprodutiva e para fazer a corte. Nidificam no ninhal da Moranguinha na região da reserva, começando sua reprodução em junho e terminando no final de setembro. Os ninhos localizam-se tanto na parte superior quanto inferior das árvores, formados por plataformas de gravetos e galhos secos e recobertos por capins internamente (como no caso das outras aves de reprodução colonial). Fazem a postura de 4 ovos de cor esverdeada ou verde azulada, os quais são chocados pelos dois pais durante 25 dias. Os filhotes são alimentados igualmente pelos pais e ao deixar a colônia são muito semelhantes aos adultos.Ocorre em toda a reserva, igualmente caçando peixes, anfíbios e insetos nas margens de rios, baías e lagoas. Como o baguari, pode ser visto no meio da vegetação da margem do rio, esperando pacientemente por sua presa. Seus números reduzem-se no Pantanal após o período reprodutivo, podendo significar uma movimentação para fora da planície ou sua dispersão em uma superfície maior da planície durante as cheias.


garça-branca-grande


garça-branca O GRANDE NINHAL
ninhal
Fotos tiradas no Pantanal de ÁGUAS DE SÃO PEDRO, NATAL DE 2008. O que eu posso dizer o que senti nesse dia observando o verde sendo pintado de branco, foi PAZ.


"Garça-vaqueira", "Cattle Egret" (Bubulcus ibis)

garça-vaqueira


garça-vaqueira
Plumagem branca, em especial quando juvenil. No período reprodutivo desenvolve uma plumagem alaranjada no alto da cabeça, peito e costas. Essa coloração diferenciada permanece, embora esmaecida, na plumagem do adulto. Um pouco maior do que a garcinha (no fundo da segunda foto), mas se diferencia pelo bico amarelo, de formato mais cônico, pernas e pés totalmente negros. No auge do período reprodutivo, as pernas e pés ficam alaranjados por completo, diferente da garcinha que sempre mantém os pés amarelos em qualquer época do ano ou idade.É uma garça insetívora, caçando seu alimento longe da água e associada, principalmente, ao gado. No Pantanal pode ser vista junto a capivaras, quando essas estão caminhando fora d’água.Trata-se de uma espécie recém-chegada ao continente americano, vinda da África. No continente africano está sempre associada às manadas dos grandes herbívoros, apanhando gafanhotos e outros insetos espantados pelo deslocamento dos animais na savana. Atravessou o Atlântico há pelo menos 100 anos, com registros iniciais na região do Caribe. Espalhou-se rapidamente pelo continente e hoje ocupa todas as áreas abertas onde o gado esteja presente, ajudando a controlar gafanhotos e cigarrinhas nas pastagens. Em 1965 foi registrada pela primeira vez no Brasil, na Ilha de Marajó.Reproduz-se em colônias e, mesmo fora do período reprodutivo, é muito gregária, possuindo pousos noturnos de dezenas, centenas (rio São Lourenço, próximo à reserva) ou mesmo milhares de indivíduos. No final das tardes, começam a voar em grupos de retorno a esses pousos, algumas vezes cobrindo distâncias de algumas dezenas de quilômetros. Tanto esses pousos, como os ninhais reprodutivos, localizam-se em galhos sobre a água. Na região da reserva ainda não foi registrada reproduzindo-se. Em outros locais nidifica em colônias próprias ou associadas a outras garças, especialmente à garcinha. Ocorre em toda a RPPN, com maior freqüência nas vizinhanças de fazendas de gado do entorno.


Fonte: Aves do Pantanal




As fotos acima foram tiradas no "Lago azul" de Rio Claro, em um grande ninhal na ilha do lago, as garças e outras aves usam essa ilha para reprodução e como dormitórios. Dezembro de 2008.


garça-vaqueira garça-vaqueiraAs fotos acima foram tiradas em Águas de São Pedro em um grande ninhal no "pantanal" de Águas. Eu e meu cunhado e amigo Fábio de Pádua ficamos horas fotografando as maravilhas desse lugar. Natal de 2008.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Pardal", "House Sparrow"(Passer domesticus)


Apesar de ser um pássaro europeu, é um dos mais conhecidos em todo o Brasil. Trazidos no início do século XX no intuito de diminuir o número de mosquitos no Rio de Janeiro, não tendo muito êxito porque a principal base alimentar do pardais são o grãos. A espécie proliferou tanto que hoje é comum ver em qualquer parte das cidades, pardais fazendo ninhos em forros de casas, igrejas e escolas. Vivem em todo o Brasil tanto na área urbana, como em campos de plantações de grãos, fazendas e sítios. Se alimentam de grãos, insetos, migalhas de pão, rações de animais como as de gatos e cachorros, restos de comidas e até mesmo frutas como as bananas colocadas em comedouros de pássaros. Criam quase o ano todo e em algumas regiões o ano todo. Fazem verdadeiras comunidades juntando ninhos de capim seco, linhas, algodões, trapos de panos e até mesmo tiras de plásticos das rabiolas dos pipas. O casal participa das construções dos ninhos e cuidam dos filhotes. Fazem cantorias pela manhã incomodando muitas pessoas que acabam matando-os por mera diversão. Belos e inteligentes, percebem qualquer movimento se aproximando e fogem rapidamente, muitas vezes escapando até de gatos. Usam os ninhos para reprodução e também como dormitórios. O macho é pardo, com listas marrons nas laterais das asas e na cabeça que é quase toda preta, a garganta é preta e o ventre é um pardo mais claro com as costas escuras. A fêmea é parda com listas mais claras em cima dos olhos e a costa escura parecendo muito com a coloração dos filhotes. Os filhotes são pardos com uma pele branca amarelada no canto do bico, perdendo essa característica com o tempo. Os machos possuem os bicos mais escuros. Vivem aos bandos que aumentam no período reprodutivo. O macho canta atraindo a fêmea que apenas emite chamados e quando acasalam produzem outros chamados característicos da espécie. É muito fácil perceber, sem mesmo vê-los quando estão acasalando.
A primeira foto foi tirada de um macho adulto em fase de troca de penas em Águas de São Pedro em Janeiro de 2009 e a segunda foto é de uma fêmea capturando siriris para alimentar os filhotes no fundo do quintal da minha casa em Novembro de 2008.
Ouça aqui os diversos chamados dos pardais, são muitas variações, entre elas, machos adultos, fêmeas, filhotes, bandos... Todas as gravações foram feitas em meio urbano, por isso outros sons estão presentes.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Beija-flor-branco-e-preto","Black Jacobin" (Melanotrochilus fuscus)

beija-flor-branco-e-preto O padrão de colorido distintivo desta espécie é visualizado mesmo em vôo, quando a ave exibe as rectrizes laterais brancas. O jovem caracteriza-se pela faixa marrom-clara nos lados da garganta.Nidificação: o ninho, feito de painas ou de outras sementes aladas ligadas por teias de aranhas, é colocado sobre a face superior de uma folha espessa que, geralmente, situa-se sob uma outra que serve de proteção contra as chuvas.Hábitat: borda de matas, capoeiras e jardins.Tamanho: 13,0 cm
Fonte: USP

Minha observação:

Quando em vôo, mostram claramente um leque no rabo, as laterais brancas e uma faixa preta no centro e as extremidades preta. Possuem as características comuns de Beija-flores, pairando sobre as flores e depois de um tempo repousam em galhos ou nesse caso da foto, no fio que estava próximo a árvore Grevilha anã de jardim. Possui uma capacidade imensa de pairar e voar para trás.
Também conhecido conhecido como "Beija-flor-preto"(Florisuga fusca).

Foto feita em Analândia em Novembro de 2008.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

"Periquitão", "Arauá-í", "Araguari","Maritaca"(No interior de São Paulo), "White-eyed Parakeet"(Aratinga leucophthalmus)

Periquitão
Periquitão-maracanãNa primeira foto acima, eu fotografei um casal de Periquitões no momento do acasalamento. Estavam em um pinheiro alto, dificultando a fotografia. Na segunda foto o Periquitão estava comendo coquinhos da palmeira.
Com uma grande força nos bicos, eles conseguem quebrar sementes, castanhas e coquinhos. Se alimentam de frutas como goiabas, bananas e também frutos nativos. Costumam fazer ninhos em ocos de árvores, buracos em paredes rochosas e até nos forros das casas antigas de sítios e nas cidades. Usam os ninhos também como dormitórios. Ultimamente tem aumentado o número dessas aves em áreas urbanas, nos pomares, jardins em busca de alimento, pois a destruição das matas, o avanço das culturas de cana-de-açúcar e a agropecuária fizeram a escassez dos alimentos. Vivem aos pares ou algumas vezes em bandos, sobrevoando casas, em fios elétricos, onde muitas vezes morrem eletrocutadas, gritando em árvores onde muitas vezes, apesar do tamanho, ficam camufladas entre as folhagens. Além dos problemas com agrotóxicos, queimadas, também sofrem com a caça indiscriminada. Possuem bico e a pele branca ao redor dos olhos, envolta de penas verdes e a uma área de penas vermelhas sob as asas, há também uma coloração amarela antes do vermelho que só é vista em vôo com boas condições de luz.
A primeira foto foi feita em novembro de 2008, em Analândia e a segunda em Dezembro de 2008 no antigo sítio "Pascon."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"Gralha-do-campo", "Gralha-do-cerrado", "Curl-crested Jay" (Cyanocorax cristatellus)


FONTE: BRASIL 500 Pássaros


Comprimento: 33 a 34,5 cm. Espécie campestre típica da Região Centro-oeste (Goiás e Mato Grosso), está presente também do Piauí, Maranhão e sul do Pará até Minas Gerais e São Paulo. Encontrada ainda no Paraguai e Bolívia. É comum em áreas de cerrado e trechos de vegetação rala e ensolarada interrompida por campos.
Vive em pequenos grupos espalhados, sendo fácil de observar. Canta alto, repetidamente. Faz ninho sobre árvores do cerrado. Põe ovos azul-claros com numerosas manchas pardas. Conhecida também como gralha-do-peito-branco, pega (Piauí) e gralha-do-campo.

A Foto não ficou boa, pois ela estava muito alto e virou quando fotografei. Logo saiu voando e gritando. Deixa para próxima. Analândia, Novembro de 2008.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"João-de-barro", "Amassa-barro (BM)," Rufous Hornero"(Furnarius rufus)

João-de-barro

Sem dúvida esse é um dos pássaros mais inteligentes!


Famoso por fazer a sua casa de barro, o João-de-barro é sem dúvida um dos pássaros mais inteligentes. Vivem geralmente aos pares em campos abertos, bordas de floresta e também no meio urbano. Fazem o seus ninhos em galhos horizontais de árvores, postes, vigas de casas e até mesmo mourões de cerca. Constroem o ninho com belotas de barro, mato seco, gravetinhos e esterco bovino ou equino. O ninho é arredondado, com uma entrada estreita e um corredor que dá acesso à uma câmara onde fica o ninho propriamente dito, feito com capim seco, penas e folhinhas secas. O corredor estreito e curvado para dificultar a entrada de predadores. Todo o processo de contrução do ninho é feito em conjunto, num vai e vem constante entre o macho e a fêmea durante aproximadamente duas semanas. A sua morada é muito resistente, sendo utilizada o ano todo e quando abandonada, outros pássaros, como o tuim, andorinhas, canários-da-terra a utilizam para reprodução. Em alguns lugares é visto ninhos construidos em cima de outro ninho abandonado, parecendo até mesmo apartamentos. O ninho é usado pelos pais e filhotes também como abrigos noturnos. Os dois, tanto o macho quanto a fêmea, são marrons com o ventre mais claro, a garganta quase branca e quando batem as asas, percebe-se uma coloração amarelada, Cantam o ano inteiro, formando um dueto entre o macho e a fêmea que entreabrem e batem um pouco as asas cantando em sincronia, acelerando até o final. Quando irritados emitem um chamado curto e seco, dando-se para perceber de longe essa irritação. Se alimentam de insetos, muitas vezes capturados no chão onde caminham com passos engraçados.

SÍMBOLO DO TRABALHO!

joão-de-barroA Foto acima mostra o espetacular trabalho do João-de-barro. Essa foto foi tirada em Águas de São Pedro no Natal de 2008. Nesse dia eu observei o casal trabalhando incansavelmente o dia todo. Enquanto um amassava o barro no ninho o outro estava recolhendo barro no chão molhado da horta, faziam revezamento e também trocas de carinho.


A primeira foto acima foi tirada em Novembro de 2008 em Analândia. Ele estava com insetos no bico para alimentar os filhotes.


VERDADE OU MITO?

Diz a lenda, que se o macho do João-de-barro sente-se traído pela fêmea, aprisiona-a no ninho até a morte. Existem relatos de esqueletos de adultos e filhotes encontrados mortos no ninho "aberto". Acredita-se que pode ter surgido essa lenda depois disso, pois cientificamente nada foi comprovado. O João-de-barro faria isso com a fêmea adúltera? Verdade ou mito? MITO!



Agora vejam essa foto que eu tirei do ninho quase interamente fechado, com apenas uma pequena fenda, por onde não passaria nenhum pássaro adulto.


joão-de-barroEu não subi para ver se havia esqueletos lá dentro porque estava muito alto e não tinha equipamento necessário para isso. Pretendo voltar ao local para verificar o ninho mais de perto e registrar em vídeo.


INTELIGÊNCIA OU INSTINTO?

Estava eu caminhando pela praça perto de casa quanto avistei um ninho de João-de-barro em um poste retangular com cavidades centrais. Fui fotografar e percebi que o apenas as paredes laterais e dianteiras do ninho eram de barro, a parede do fundo foi mantida em concreto mesmo, será que ele queria economizar o tempo, material ou foi a crise que também afetou os pássaros? Nada disso, foi a inteligência mesmo. Para que fazer uma parede de barro no fundo se existe concreto pronto e disponível? Instinto? Mesmo que muitos não concordem, tenho a certeza que não é apenas instinto. Vejam abaixo e tomem suas conclusões.

joão-de-barro

Vejam também a construção de sobrados no mesmo poste umas semanas depois:


joão-de-barro

O vizinhos também mantiveram o fundo de concreto, mas ficou escuro e a altura me impediu de tirar a foto de frente.
Ninhos fotografados em Janeiro e fevereiro de 2009 por mim e minha filha Gabriela.






sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Maria-cavaleira","Short-crested Flycatcher"(Myiarchus ferox)

maria-cavaleira
maria-cavaleiraEm Novembro de 2008 eu fotografei esse esse belo casal em Analândia, no mesmo sítio onde fotografei vários outros pássaros. Percebi que elas são bastante observadoras, pois ficaram tempo me olhando curiosas, tanto o macho quanto a Fêmea na primeira foto acima. Pulavam de galho em galho, soltavam os chamados e cantos e sempre arrepiavam os topetes. Estavam no período reprodutivo e o tempo que fiquei observando, apenas vi trocas de carinho e não estavam caçando insetos em vôo. Acredito que ainda não tinham nenhum filhote, mas estavam prontas para isso. É muito dificil reconhecer com exatidão a epécie, pois se confunde com outras da mesma família. Enfim, mais um exemplar dessa beleza natural.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Filhotes de Noivinha-branca - White-rumped Monjita (Xolmis velatus)

Noivinha-branca - White-rumped Monjita
 (Xolmis velatus)

noivinha-branca
Na minha primeira postagem mostrei a foto do adulto com o alimento para esses belos filhotes. Apesar de um estar escondido, eram três belos bebezões no ninho feito no caibro da casinha de ferramentas no sítio em Analândia -SP. Novembro de 2008.

Tesourinha - Fork-tailed Flycatcher (Tyrannus savana)

Tesourinha - Fork-tailed Flycatcher (Tyrannus savana)



Migrante inconfundível no Pantanal, onde passa em grupos de até centenas de indivíduos, concentrações típicas de setembro/outubro. Dormem em uma mesma árvore ou árvores próximas quando estão migrando, seja em áreas naturais, seja em áreas urbanas. A maior parte continua a viagem mais para o sul, onde nidificam, enquanto algumas poucas permanecem nos cerrados e bordas de cerradão para reproduzir. Os filhotes nascem no final do ano e em fevereiro/março voam para o norte, no segundo grande movimento de migração da espécie. Todas dirigem-se para a parte norte do continente, onde irão passar o outono/inverno austrais.
Hábitos como o do siriri, com grande consumo de frutos no período de migração. Dispersa os frutos da erva-de-passarinho no cerrado, com sua característica semente onde um pé adesivo ressalta-se. A polpa envolvente é uma das fontes principais de abastecimento na migração para o norte, mas como não ingere a semente, limpa o bico nos galhos, deixando presa a semente da próxima erva-de-passarinho. Frutos podem ser vistos em fios e arames, resultado dessa limpeza do bico.
Apesar de não ser colorida, a leveza e graça do vôo, bem como a distribuição de cores são muito chamativas. O capuz totalmente negro distingui-se contra a gargantas e partes inferiores brancas. Dorso cinza uniforme, com destaque para a longa cauda (foto). Mais comprida nos machos (diferença visível quando as aves estão próximas), é maior do que o próprio corpo. O formato de
origina os nomes comuns. Em vôo, consegue uma enorme destreza, alterando direção com facilidade, em perseguições mútuas ou à presa (insetos). Apesar de migrarem em grupos, em setembro os machos já estão exibindo seu característico vôo territorial, pairando em espirais com asas e cauda abertos, ao mesmo tempo em que emite o canto longo e rápido, terminado com três ou quatro notas mais espaçadas.
Fonte: Aves do Pantanal

Fotografado em Novembro de 2008 em São Pedro - SP.

Coleirinho - Double-collared Seedeater (Sporophila caerulescens)

Coleirinho - Double-collared Seedeater 
(Sporophila caerulescens)


Nos anos 80, quando comecei a me interessar por pássaros, era muito comum ver essa espécie em todos os campos abertos onde tinham capinzais. Hoje a dificuldade em encontrá-la aumentou e muito, embora não seja rara por aqui, mas a substituição de áreas abertas pelo plantio de cana de açúcar, os condomínios, as fábricas, fizeram que esse belo pássaro desaparecesse do cenário campestre. Infelizmente, a caça e as mortes por envenenamento com agrotóxicos contribuiriam também para o seu desaparecimento. Alimentam-se principalmente de sementes de capim, daí o nome "Papa-capim" e outras sementes encontradas nos campos, e também o arroz que deu origem ao outro nome. O macho é com esse belo colar branco e preto e o bigode branco sob o bico, possui um belo canto e por isso é aprisionado e vendido para os colecionadores de pássaros canoros. Existem até torneios de canto onde os machos são "ensinados a cantar" com auxilio de fitas e agora em cds. Pagam bem por um macho de fibra e canto. Alguns criadores reproduzem em cativeiros, dando à eles o direito de serem vendidos e a obrigação de ficarem aprisionados por LEI! A Fêmea é parda e não tem muito valor comercial, pois não canta, apenas possui um chamado como um beijo estalado, porém mais agudo, ficando fácil a captura de machos sem ter muitos recursos. eles reproduzem em arbustos e em meio aos capinzais, fazendo ninhos com capim seco. Os filhotes são parecidos com as fêmeas e quando começam a cantar são capturados para facilitar o estúpido aprendizado de canto. A maior parte do trabalho com o ninho e filhotes, fica por conta da fêmea, o macho canta para espantar os outros coleirinhos. Geralmente são encontrados em pequenos bandos com tizius e só se afastam no período de reprodução.

Fotografado em São Pedro em Novembro de 2008.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Vira-bosta - Shiny Cowbird (Molothrus bonariensis)

Vira-bosta - Shiny Cowbird (Molothrus bonariensis)


Muito parecida com a graúna, sendo um pouco menor e longilínea, sem o aspecto atarracado da última. O brilho metálico da plumagem negra do macho ajuda na identificação, evitando confusão também com o macho do carretão. As fêmeas são mais cinza escuro, sem brilho metálico.
Entre junho e setembro são muito gregárias, concentrando-se em pousos noturnos comunitários ou buscando alimentos em gramados e áreas campestres com capim baixo. Nessas concentrações, é possível observar os machos ameaçando-se mutuamente com seu característico comportamento de apontar o bico para cima e caminhar em direção ao oponente com as penas brilhando ao sol.
Esse período marca o início da reprodução, mas é após o acasalamento que inicia-se a fase pela qual a espécie é mais conhecida. As fêmeas começam a busca de ninhos de outras aves, onde irão depositar seus ovos, deixando o choco e criação dos filhotes por conta dos hospedeiros involuntários. Nada menos do que 55 espécies já foram listadas como hospedeiras, desde aves maiores até menores do que a maria-preta. Os ninhos tanto são tigelas abertas como estruturas fechadas de gravetos. Os ovos da maria-preta chocam com 11 ou 12 dias e os filhotes crescem rapidamente, a velocidade superior aos irmãos postiços. Com isso, falta alimento para os demais e só sobrevive o parasita.
Fonte: Aves do Pantanal

Fotos tiradas em Setembro de 2008 no colégio dos meus filhos
.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Príncipe - Vermilion Flycatcher (Pyrocephalus rubinus)

Príncipe - Vermilion Flycatcher
 (Pyrocephalus rubinus)


Em meados de Junho de 2008, eu vi um casal desse pássaro num pasto atrás do Horto de Rio Claro, perto do bairro "Mãe preta". Naquele momento pensei que era um Siriri, estava distante e a coloração não era avermelhada e tinha o comportamento característico da família "Tyrannidae". Estava na ponta de um galho e fazia voos curtos, caçando insetos no ar e voltava para o mesmo galho, mas quando me aproximei, percebi umas manchas vermelhas no peito e então vi que era uma espécie nova pra mim. Não consegui fotografá-los, mas procurei saber mais sobre eles. Uns dias depois eu vi em uma foto o mesmo pássaro, ainda sem a cor vermelha, mas era ele, o "Príncipe"! Um pássaro migratório que só fica com essa coloração avermelhada no período reprodutivo, pois fora dele, tanto o macho como a fêmea e os jovens são cinzas com estrias escuras. Fiquei frustrado por um tempo por não ter feito nenhuma foto, mas para a minha alegria, encontrei outro quando estava caminhando com o meu amigo Carlinhos no horto Florestal. Agora ele já estava bem vermelho, destacando o dorso escuro e a faixa lateral nos olhos. Já era Agosto de 2008 quando fiz a minha primeira foto. Ele estava num fio e fazia voos caçando insetos, o local era bem aberto, com apenas algumas árvores dispersas. Logo depois da foto ele foi embora. Foi um dia muito importante pra mim e jamais esquecerei.


Uma curiosidade...

Ele recebe o nome de "São-Joãozinho" por ser mais notado nos períodos festivos no final de Junho e o nome "Verão" no sul do Brasil por dar a chegada quando o tempo começa a esquentar.