terça-feira, 14 de abril de 2009

"Maria-cocá" (BM), "Choca-barrada", "Barred Antshrike" (Thamnophilus doliatus)

choca barrada
choca barrada
choca-barrada
choca

Domina no macho a coloração negra, enquanto na fêmea ela é amarronzada. Entretanto, o macho é todo barrado (razão de um dos nomes comuns), exceto pelo negro uniforme do alto da cabeça, enquanto a fêmea possui somente os lados da cabeça estriados. Na ave adulta, o olho é branco com leve tom amarelado (marrom avermelhado nos juvenis). Também mantém as penas da cabeça eriçadas boa parte do tempo, em um topete muito destacado. Vivem em casais, às vezes com os filhotes da estação reprodutiva. Costumam freqüentar as capoeiras, bordas da mata ciliar, cerradões e matas secas, raramente entrando alguns metros na vegetação mais alta. Percorrem a parte central e alta dos arbustos, caçando invertebrados e mantendo contato com piados graves. Ocasionalmente, em bandos mistos. Cantam o ano inteiro, emitindo o chamado territorial com maior constância entre julho e dezembro. Grave como na choca, embora muito mais curto e terminando com uma nota alta. Na região da RPPN é traduzido como maria-cocá. Comportamento reprodutivo como na espécie anterior, construindo seus ninhos nas bordas da mata e nos arbustos. Ampla distribuição no Brasil (todo o Pantanal), com os contrastes de cores da plumagem e cor do olho variando de região a região.

Fonte: Aves do Pantanal.

Fêmea

Eu e meu cunhado usamos os nossos celulares (Telemóveis) para atraírmos à atenção do macho. Gravamos o canto e começamos a busca com um som em volume baixo para não assustá-los. Logo tivemos bons resultados. o meu cunhado ficou tão impressionado que começou a me chamar de "Thamnophilus cantante". Gostei muito de observar o territorialismo do macho, voando rápido para todo os cantos em rasantes de uma árvore para outra. O dois cantavam, o macho começava e a fêmea o acompanhava. Foi muito maravilhoso esses dias.

Macho (Dimorfismo sexual bastante presente)


Águas de São Pedro, Janeiro de 2009.