quinta-feira, 5 de março de 2009

"Seriema", " Red-legged Seriema" (Cariama cristata)

seriema

Dona de uma beleza exuberante, a seriema é fonte de inspirações para poetas, violeiros e homens do campo. Com o seu belo canto, duetado quando aos casais, alegram com suas risadas os campos por onde passam. Alguns violeiros procuram copiar na viola esse canto majestoso e muitas vezes até chegam perto. Com um caminhar elegante, faz a diferença nos campos. Sem dúvida, uma bela ave.

Fonte de pesquisa: Aves do Pantanal.
Ave das mais conhecidas do centro-oeste brasileiro, embora também ocorra em outras regiões. Habita os campos e cerrados da região, entrando no Pantanal através das áreas menos inundadas. Vive aos casais, sendo mais facilmente escutada do que observada. Seus gritos, seja de uma ave solitária, seja de um casal em dueto, são altos e longos. Parecem longas risadas, as quais vão acelerando-se e aumentando de tom à medida que a ave repete o canto. Pode permanecer gritando por vários minutos a fio.De hábitos terrestres, empoleira para dormir em árvores isoladas ou no cerrado. Constrói um ninho de gravetos, a pequena altura do chão, forrando o interior com folhas e lama. Choca 2 ovos, entre 24 e 30 dias, cabendo essa tarefa à fêmea, principalmente. O filhote nasce com uma penugem amarronzada, fina e longa na cabeça. Depois de duas semanas, abandona o ninho com os pais, levando cerca de 4 a 5 meses para adquirir a plumagem de adulto, cuja cor dominante é o cinza. Barriga mais clara, quase branca. Na cabeça, destaca-se o tufo de penas longas e eriçadas da testa, formando um tipo de coroa (foto). Uma larga faixa clara, superciliar, faz contraste com o tom azulado da pele ao redor dos olhos e o bico, vermelho. As longas pernas são avermelhadas ou laranjas.Mesmo perseguida dificilmente levanta vôo, preferindo correr do perigo. Alcança 50km/h em distâncias curtas. Cansada, voa pequenos trechos antes de pousar e voltar a correr. Ao voar, destacam-se as faixas claras e escuras de asas e cauda.Sua alimentação é semelhante a um gavião, comendo desde insetos até pequenos vertebrados. Mata as presas com o bico, uma vez que os dedos são relativamente pequenos e sem garras. Uma presa maior é desmembrada, pisando sobre ela e retirando pedaços com o bico poderoso. Graças ao hábito de comer cobras, é protegida pelos fazendeiros e sitiantes. Pode ficar acostumada à presença humana e freqüentar os jardins das casas.
Fotografada em Águas de São Pedro, Natal de 2008.