quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"Téo-téo", "Quero-quero", "Espanta-boiada", "Southern Lapwing"(Vanellus chilensis)

quero-queroFonte: Aves do Pantanal

Ave relacionada aos campos do Rio Grande do Sul, na verdade comum em todo o país. Ocupa campos, margens de rios e brejos, com vegetação baixa e dominada por gramíneas . Acostuma-se com a presença humana, aparecendo em gramados, pastos e áreas alteradas, com pouca vegetação arbustiva ou adensada.Muito agressivo, ataca outros quero-queros entrando no território. Possui um grito de alarme alto e contínuo, entendido como quero-quero ou téo-téo, conforme a região do país. A primeira forma é a mais usual no Pantanal. Ovos e filhotes são fortemente defendidos pelos pais, os quais fazem vôos rasantes sobre os intrusos. Algumas vezes, rebanhos pastando ou caminhando próximo ao ninho são espantados pelo quero-quero, razão para seu outro nome, espanta-boiada. Mesmo durante a noite, mantém-se alerta e avisa de intrusos, parecendo que nunca dorme. Em alguns lugares, quem sofre de insônia diz ter dormido como um quero-quero. Fora do período reprodutivo, ocasionalmente aceita a presença de outras aves da mesma espécie, formando pequenos grupos. Os filhotes são afastados do território do casal logo antes da nova estação reprodutiva. Alimenta-se de insetos e minhocas, encontrados entre os capins baixos ou nas bordas dos brejos. Apesar de pernalta, raramente entra na água. Nos primeiros dias de vida, os filhotes são alimentados pelos adultos com insetos e minhocas recém-capturados. Não chegam a construir um ninho propriamente dito, colocando seus ovos em uma depressão do terreno, muito camuflada com o entorno e onde os ovos, escuros e com bolas marrons, ficam praticamente invisíveis. Se algo perturba a ave chocando, ela afasta-se do ninho andando abaixada. A uma distância segura dos ovos, levanta vôo e dá o alarme, voando contra o invasor. Depois de 27 dias de choco, os filhotes nascem e logo começam a caminhar com os pais, possuem uma penugem escura, com a barriga branca e áreas de branco na nuca. Após um mês, adquirem a plumagem do adulto, onde há uma mescla de cores nas costas e asas. Os olhos, grandes, são avermelhados, rodeados por uma pele nua vermelha. Na nuca, o penacho pontudo e destacado da cabeça. Ao voar, mostram fortes contrastes de branco e negro nas asas. Quando excitados, fazem vôos territoriais com lentas batidas de asas, quase como uma grande borboleta. Ao pousar, o casal mantém as asas entreabertas e viradas para trás, sobre as costas, destacando o esporão avermelhado. Esse esporão é utilizado em posturas rituais, sem tornar-se uma arma de ataque.


téo-téo
quero-quero
Curiosidade
A fêmea Quero-quero além de ser uma super protetora do ninho e filhotes, tem uma maneira bem interessante de enganar os predadores. Além de sair andando abaixada, ela se afasta do ninho e abaixa em outro lugar como se estivesse no ninho tentando mudar a atenção dos predadores. Se falhar essa tentativa de afastar os predadores, logo ela sai gritando e vai ao ataque. Os filhotes novos também ficam tão estáticos que além de camuflados, ficam parecendo mortos.
O Ninho
Quando eu tirei essa foto do ninho, caminhei abaixado no sentido contrário aos quero-queros, foi difícil encontrá-lo, mas quando chegava perto, mesmo com todas as tentativas de disfarce dos pais, percebi uma certa inquietação neles, então vi que estava no caminho certo. Encontrei o ninho e com muito respeito fotografei os ovos. Os pais perceberam também que eu não faria nada e em momento algum se alarmaram e investiram sobre mim. Janeiro de 2008.

quero-quero A primeira e a segunda foto foram tiradas no pasto atrás do "morro do gato" em Rio Claro em Janeiro de 2009 e a foto que o Quero-quero está em pleno vôo, foi tirada no antigo "sítio do Pascon" (Rio Claro-SP) em Dezembro de 2008.